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autoajuda: a busca de sua identidade

No decorrer da pesquisa tenho notado que os leitores de literatura de autoajuda continuam firmes em busca de algo. E mais: o público, inicialmente de classe média / alta e perfil católico / espírita / esotérico, agora também é da classe D e pertence ao segmento evangélico. Ou seja, a literatura de autoajuda conseguiu ingressar em todas as classes sociais e superou o “pré conceito” de vilã para as religiões cristãs.

Claro que nesse meio podemos identificar os pensamentos e filosofias orientais, a “fusão” ocidente-oriente, o ecumenismo tão idealizado pela “nova era”. Tendenciosidade a parte, a autoajuda (ou literatura para superação dos problemas) é de fato uma necessidade na sociedade que vivemos, mas pode virar uma arma contra a própria pessoa que está manipulando essa arma. Digo portanto que nem todo livro de autoajuda ajuda, muitos atrapalham, confundem e deixam os leitores perdidos nas atitudes. Se dissermos que todo autor desse estilo de literatura é um guru, ser guru é uma responsabilidade e tanto, tal como a responsabilidade de um professor ou médico. E como bem sabemos, a sociedade está cheia de maus profissionais, que visam em primeiro lugar o dinheiro, quando o certo é estar em primeiro lugar a satisfação do cliente (ou paciente).

Diante desse panorama, coloco a questão: a autoajuda precisa definir sua identidade. O que é autoajuda? Se vivemos em sociedade, a autoajuda não pode fornecer um diagnóstico em separado. O tratamento deve ser individual mas levando em conta que este indivíduo é parte da sociedade. É como se fôssemos tratar uma parte do corpo, as mãos por exemplo. Tratemos as mãos, mas conscientes de que ela é parte do corpo. O tratamento das mãos não dispensa o restante do corpo, pois seus reflexos vão para todo o corpo. Assim, cuidemos das mãos para complementar posteriormente os cuidados com os pés, as pernas, a cabeça...

O próximo está muito mais próximo do que se imagina. Este próximo pode tanto estar ajudando como atrapalhando. E isso quem vai descobrir é você mesmo. A autoajuda deve ter essa linha de trabalho: preparar o indivíduo para viver em sociedade, e não somente para si. É importante dizer isto porque muitas pessoas quando buscam autoajuda, estão obcecadas pelo desejo de progresso espiritual e financeiro para si. Dizem “eu quero, eu posso, eu preciso”. É uma afirmação de que ela está num mundo separado. Substituir o eu por “nós” vai criar a consciência de que não estamos sós, e nada somos se estivermos isolados. Essa consciência vai refletir no pós. Ou seja, a autoajuda não fortaleceu o “ego cêntrico”, mas o eu coletivo. Vivemos cercados por pessoas, principalmente familiares. Se pedimos ajuda individual, fortalecemos a redoma que nos separa do próximo. Tornamo-nos um ser iluminado que não irradia a luz para fora dessa redoma. E essa iluminação própria vai consumir com nós mesmos, pois a lei é “dando que se recebe”. Essa verdade bíblica vai além, é uma lei natural, universal. Se existe uma nascente, a nascente produz água que vai percorrer o continente, irrigá-lo para que não seque, pois se secar, prejudicará a própria nascente. O que seria da nascente se não permitisse que a água corresse e guardasse toda a água para si? Seria um caos! E isso acontece com o ser humano. Portanto, a autoajuda é uma responsabilidade tanto de seus autores “gurus” como de quem busca.

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