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busca de igrejas e religiÕes

Viver é busca por sobrevivência. As classes C, D e E se digladiam para conquistar melhores posições no mercado de trabalho. A concorrência é feroz, e hoje nem sempre aquele que possui mais estudo e prática consegue conquistar o emprego ideal devido à “maracutaias” que privilegiam parentes, amigos e apoiadores políticos. Nessa situação, de total descrédito nos homens e no cumprimento das leis, todos (ou quase todos) buscam uma força espiritual, e o local de busca é uma igreja. Aí vem a questão: qual?

Não é meu objetivo “indicar” igrejas. Quero apenas deixar claro que:
Igrejas são feitas por homens como nós
Placa de igreja não salva ninguém
Igrejas são como escolas, com o propósito de ensinar a Palavra

Se as igrejas são como escolas, o objetivo é passar por elas para conquistar a comunhão com Deus, tal como nas escolas, passamos por elas para conquistar uma profissão. A diferença é que, tradicionalmente, a gente “adota” uma religião para prosseguir nela até o fim de nossas vidas. Eis o aspecto psicológico do fato.

Igrejas são a segunda força mundial depois da política. Tais como os partidos, precisam de homens para existir e direcionar a sociedade. Aqui não importa placa de igreja, religião mexe com o lado espiritual e emocional do ser humano, e isso é uma arma poderosa. Assim, fiéis seguidores desta ou daquela denominação podem ser classificados como representantes de instituição tal na sociedade. É um grupo constituído, com perfil determinado por uma doutrina, comportamento e cultura delineados por aquela instituição. Dessa forma, aquele grupo pode estar orientado a votar em candidato “x”, ler somente determinadas publicações, vestir-se desta ou daquela maneira... Psicologicamente falando, o ser humano sente a necessidade de pertencer a grupos, pois é a forma que se sente seguro. Um grupo que fala a mesma língua representa força na hora do perigo. É real. No entanto, conforme o curso da vida segue, todos nós nos deparamos, em algum momento, com a dúvida e a decepção pelo lugar onde estamos. De repente, descobrimos que nosso grupo, com milhares, milhões de pessoas e um nome forte, não é tudo aquilo que imaginávamos. Um acidente de percurso faz nossa família passar por uma forte provação. Assassinato. Droga. Por quê? Não estávamos protegidos? Por que um irmão foi abençoado e outro não? Questão de fé?
Para refletirmos sobre isso, vamos por partes:

Fé é particular de cada um. Se igrejas são como escolas, todos sabem o que acontece nas escolas. Um colégio particular, com um excelente nível educacional, não significa que todos os alunos formados ali serão excelentes profissionais. Se o aluno é dedicado e absorve plenamente tudo o que a escola está lhe proporcionando, sairá de lá um ótimo profissional. Mas se o aluno é irresponsável, está lá somente para olhar meninas e dizer que está no melhor colégio da cidade, não será um ótimo profissional como aquele outro. Em escolas públicas, até mesmo na mais problemática de todas, podem sair bons ou maus profissionais. Ora, nos anos 70 e 80 estudei numa escola pública de Jundiaí. Tenho colega que estudou lá e ao invés de ter uma profissão, virou morador de rua. É um semianalfabeto. Já outro de minha classe, é engenheiro. Conclusão: existe o fator da instituição, que se bem ou mal dirigida, irá interferir na vida social de seus alunos. Mas quem faz a instituição é o aluno. É a dedicação do aluno, seu esforço próprio que conduzirá seu destino. Meu colega que se formou engenheiro, tirava as dúvidas na escola e estudava mesmo é por conta própria. Assim ocorre nas igrejas. O fiel não pode achar que é a igreja instituição que formará sua fé. A igreja ajuda, dependendo de como é administrada. Mas a fé resulta de esforço próprio e principalmente das atitudes no mundo, fora da igreja.

Segundo lugar: o homem precisa aceitar as provações. Um acidente não significa “maldição”. As provações pegam todo ser humano, nenhum escapa. Precisamos aprender a parar de olhar o vizinho. Se eu estou passando por uma provação e meu vizinho não, isso não significa que “eu sou pior que ele e por isso estou pagando”. Cada um tem sua hora. Encaremos nossas provações sem pensar na vida do outro. Quem fica de olho no parente ou no vizinho, acaba caindo na teia da inveja. Assuma seus compromissos, a vida é sua e quem deve cuidar dela é você. Aceite ajuda se lhe oferecerem, mas analise se essa ajuda é de bom coração ou se é falsa, interesseira. Está na Bíblia: vigiar o tempo todo para não ser vítima daqueles que vigiam o próximo para aplicar golpe, ou seja, não ser vítima dos invejosos.
Terceiro lugar: o ser humano comete um engano terrível; busca o “príncipe encantado”, a “mulher ideal” e consequentemente a “religião certa”. Nada é perfeito no mundo, e por isso nossa vida é constituída por decepções que nos seguem até o momento final da vida. Nos decepcionamos com amigos, parentes, esposa, marido, filho...e logicamente com o grupo ao qual pertencemos, seja partido político, seita ou igreja. As máscaras um dia caem e revelam muitas vezes algo que desconfiávamos e não queríamos admitir. Por isso, tenha em mente o seguinte: ninguém no mundo é dono de ninguém, podemos ter filhos, mas não somos donos da vida deles. Assim, partido político não é nosso dono, nem igreja. Podemos afirmar que somos católicos, espíritas ou evangélicos. Mas nenhuma igreja ou religião comanda nossas vidas, pois a hora que uma provação ocorrer, a provação vem sem pedir permissão de igreja x ou y. Ora, no avião que caiu em Congonhas e matou todos os passageiros, morreram católicos, espíritas, evangélicos e até maçom. Algum privilegiado? Não. Na hora da provação, todos são iguais. A justiça universal não leva em conta tais instituições que adotamos para ter uma “segurança”. Na hora H a única coisa que conta é a fé, que é particular de cada um e depende da experiência de vida de cada um, a forma como enxergava o mundo e atuava nele.

Conclusão: a busca do ser humano para um sentido na vida, não depende de grupos, instituições. Peregrinação por igrejas pode te dar um conhecimento acerca de tais instituições. Adquira conhecimento, mas não adianta ficar buscando a “igreja, a religião certa”. Mesma coisa ideologia. Não é ideologia que consertará o mundo, e sim atitudes que defendam a vida. Partidos e igrejas estão perdendo a batalha contra as máfias, as drogas, o crime e o terrorismo porque estão visando quantidade, e não qualidade. Não adianta exibir números nas “marchas por Jesus”, marcha para isso e aquilo se na hora da provação o soldado cai, se perde. O mundo pede soldados que saibam viver e defendam a vida. A sociedade mundial segue uma hierarquia; nações possuem presidentes, igreja católica possui papa, evangélica cada qual possui seus dirigentes...mas quem os coloca lá somos nós. Portanto, somos nós que temos a obrigação de cuidar do mundo. Se dizemos que é um regime político que nos comanda, esse regime está em nossas mãos. Se esse regime está errando, não adianta colocarmos a culpa no presidente. Ele só é presidente porque o deixamos governar. Se a igreja está errando, são os fiéis que formam a corrente de erro na igreja. Para os dirigentes, tanto faz. Quem está no poder, terá sempre o argumento de que é o povo que o mantêm lá. É certo que eles, dirigentes, possuem a faca e o queijo nas mãos. Por isso, ao elegermos políticos ou representantes de nossos grupos e igrejas, estamos com a maior responsabilidade do mundo nas mãos, pois como ainda não temos noção de vivermos plenamente nossas próprias vidas, estamos delegando poder para alguém “comandar” nossas vidas. A partir do momento que tivermos consciência de comando de nossas vidas, passaremos a enxergar as instituições e governos por outro ângulo. E consequentemente nossa vida espiritual mudará.

Para refletir: “Os anos passam e chegará o momento de abandonar nosso corpo. Não é nossa igreja ou religião que nos dará a força para encarar essa realidade que se aproxima, e sim a consciência de que não somos um sobrenome, uma igreja, um país, uma ideologia. Somos apenas seres humanos, que passamos por aqui para aprender algo e plantar algo. Esse algo se chama união pelo bem do mundo”.

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