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erros ou defeitos

Quem já não ouviu e utilizou a famosa expressão “errar é humano?” É uma verdade, mas há o que discutir, já que normalmente é usada para justificar coisas injustificáveis.

Coloco este artigo na seção autoajuda porque muitas pessoas sofrem e vivem conflitos com o próximo devido a essa questão: como corrigir se cada um tem seus defeitos e justifica seus erros? Como podemos ensinar, apontar caminhos se também erramos? Afinal, Cristo disse “atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”. Na verdade, a inteligência e a esperteza do homem atual é utilizada a vida toda para sobrevivência, uma sobrevivência que consiste em explorar alguém e não permitir ser explorado. Todos tomam atitudes erradas para levar vantagem mas não admitem que os outros façam o mesmo com ele. É uma guerra sem fim, que produz desconfiança, insegurança, depressão e conflitos aparentemente impossíveis de serem sanados.

Para início de conversa, aprendamos a separar erros de defeitos. Os defeitos são muitas vezes “de fabricação”, e outros adquiridos no decorrer da vida, nas circunstâncias vividas principalmente durante a infância. Lembram-se das velhas fitas cassete? Se gravou, não é mais virgem. Por isso, defeitos devem ser compreendidos e superados por todos nós de forma paulatina durante a vida. Morrer com defeitos não é “o fim do mundo”. Até os santos levaram defeitos. O que os tornou santos foi a capacidade de superar os defeitos, fazer com que não se prejudicassem e nem prejudicassem os outros. Os defeitos normalmente tornam-se pequenas manias, maus hábitos e vícios leves. A atenção deve ser dada para que esses defeitos não levem ao erro, como ocorre normalmente quando o vício se torna amplo e incontrolável. O que são os erros?

Cometer erros faz parte da experiência da vida. Leva o sujeito ao amadurecimento. Errar inconscientemente é perfeitamente aceitável. Apesar de toda a informação que existe no mundo globalizado, ainda existem pessoas ingênuas, submissas e que cometem atos sem a noção de estar prejudicando seriamente outro. Na sociedade com a competição predatória que conhecemos bem, não há lugar para quem não for esperto. Não há perdão para aqueles que vacilam. Dessa forma, muitos erros custam caro e podem ser até mesmo irreversíveis, mesmo que cometidos inconscientemente. Se existem esses erros decorrentes da falta de maturidade, existem os cometidos na plena razão e consciência dos atos. Estes são os erros terríveis! E onde se inicia o maior dos debates: acabar com a ignorância mundial é objetivo de todas as nações, mas qual delas está preparada para lidar com erros cometidos intencionalmente, por conveniência?

Mais uma vez caímos nas palavras bíblicas: “daqueles que mais tem, mais será cobrado”. Este trecho dá a noção exata de que a lei maior, de Deus, universal, leva em conta as circunstâncias em que os erros foram cometidos. O grau de consciência do sujeito que erra. Para nós, aqui na sociedade, é muito simples alegar isto ou aquilo por ter errado. É tão comum que os fóruns estão abarrotados de processos e recursos que se arrastam por décadas. É no aprendizado social que o indivíduo vai se defendendo, encontrando formas de sair pela tangente. Ninguém mais sabe onde está a verdade e a mentira. Não se confia em amigos, pais, mães, filhos, nem nos sacerdotes.
Se a lei dos homens não consegue encontrar verdadeiros culpados, resta criar a consciência de que todo erro cometido será punido, ou nesta vida ou no além. Daqui o sujeito pode escapar da pena, mas do lado de lá não escapará. O homem não gosta de pensar no futuro, mas o futuro chega.

Mas voltemos um pouco a questão dos erros e defeitos, que incomodam muita gente, principalmente quando entramos na área religiosa, a questão do pecado. É comum julgarmos os outros por atos, sejam conscientes ou inconscientes. Todo julgamento produz uma sensação de culpa, afinal, cometemos também nossas falhas (quem de nós é juiz para julgar?) Muitas vezes não condenamos para esconder nossos defeitos, mas porque estamos preocupados com o caminho escolhido por alguém, normalmente um filho. O problema maior nessa relação está no fato de querermos fazer algo sem saber exatamente o que está se passando com o outro. É caso de defeito ou de erro? Em que grau está? Como prestar uma ajuda, uma orientação sem interferir na vida particular do outro? Como orientar sem exercer controle possessivo? Existe ainda o fato da maturidade. Algumas pessoas precisam levar o tombo para aprender, adquirir maturidade. Nesse caso, é necessário saber se a pessoa está preparada para se levantar do tombo. Diante de tudo isso, já entendemos que para fazer algo pelo próximo, é preciso antes já ter feito algo por nós mesmos. Estar com a casa em ordem para colocar em ordem a casa do vizinho. Logicamente ninguém tem a casa perfeita, mas é possível encontrar o ponto de equilíbrio.

São muitos os passos que podem ser dados para chegar a um ponto de equilíbrio. Eliminar medos, tabus, superstições. Aprender a enxergar a realidade dos fatos, não guardar dúvidas. Muitas vezes temos lá no fundo, traumas não superados, raiva, medo, baixa autoestima. Isso é transferido para as pessoas a nossa volta, que se não tiverem defesa, assimilarão toda essa carga negativa. São os defeitos que se convertem em erros. Por isso, os defeitos devem ser eternamente vigiados. Vigiarmos nossos defeitos o tempo todo para não trazerem consequências danosas. O pecado consiste quando o defeito extrapola um limite. Alguns exemplos: olhamos com maldade para alguém. É um defeito em nossa personalidade. Mas o pecado só se concretizará se do olhar partirmos para um ato de maldade. Eis aí o erro, que trará sérias consequências. Masturbação. Todo homem, por mais forte que seja, já caiu na tentação de sentir prazer em seu próprio corpo. O corpo é seu, e cada um tem o livre arbítrio de sentir prazeres de forma solitária ou junto de alguém. É um defeito “natural” do ser humano colocar o prazer carnal acima do prazer espiritual. Não é erro, é defeito. O erro passa a existir se ele usar métodos nocivos para se prejudicar ou prejudicar o próximo nesses prazeres carnais. Pedofilia, estupro, sexo com animais...tudo erros graves e irreversíveis. Por isso, a única forma de estar tranquilo e preparado, é vigiar nossos defeitos. Eles são inclusive um estímulo para vigiarmos tudo a nossa volta. Viver é uma eterna vigilância. Quem vigia os defeitos 24 horas por dia, não está preocupado com os erros, pois dificilmente cairá num erro. Quem vive justificando erros, é porque nunca se deu ao trabalho de vigiar seus próprios defeitos.

Para encerrar: só se justificam erros cometidos inconscientemente. São os erros que levam à maturidade. Erros cometidos de forma consciente, são injustificáveis. Se todos os erros cometidos dessa forma levassem a uma punição exemplar, nosso mundo seria outro (aqui se encaixa a corrupção). Não se preocupem com defeitos. Quem vigia os defeitos, não tem o que temer. E neste caso, a pessoa está apta a auxiliar o próximo.

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