Boa tarde!

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os vencedores

Você pretende ser um vencedor? Já é um vencedor? Ou pensa que é um vencedor?

Perguntas difíceis. Mexem tanto com o íntimo de cada um como religião ou espiritualidade.

A palavra vencedor é inevitavelmente associada à autoajuda, superação, e sua irmã literária de sucesso profissional, a “autoajuda financeira”. “Seja um vencedor”. Nessa hora a maioria enxerga a carreira de sucesso até o fim da vida. Opa! Fim da vida? E depois? Ora, não somos seres restritos ao corpo. Taí o ponto que eu queria chegar. A ambição de ser um vencedor vai até onde? Queremos casa boa, carro, roupa de marca, diversão...coisas que satisfazem apenas o ser individual. O ego. Ora, nem eu nem você veio ao mundo para viver na miséria. É claro que todos almejam sucesso profissional. A questão em debate é: crescer, vencer e deixar uma semente germinando para as futuras gerações. Isso é ser um vencedor em vida e pós vida! No entanto, poucas pessoas enxergam essa direção. Motivo: o direcionamento único e exclusivo aos bens materiais. Fulano dirigiu muito bem sua empresa e deixou-a em perfeitas condições aos filhos. Sim, e o que mais? É uma empresa diferenciada ou apenas mais uma empresa como tantas outras, sujeita a acabar como todas as demais?

Quando falo em deixar uma semente para germinar, falo em ações transformadoras do meio social. Empresas que investem em treinamento de pessoas. Investem na cultura de seus funcionários. Investem em adequação às normas ambientais. Também me refiro ao cidadão comum, assalariado. A vida não é apenas estudar, trabalhar, casar e ter filhos. Se você atravessou todas essas etapas e agora espera o fim da vida sentado no sofá, você não é um vencedor, é apenas um sobrevivente de guerra. E sobreviventes de guerra não são vencedores.

Como ser um vencedor? Ousando. Crie algo para ficar na história. Algo que represente evolução, qualidade de vida, tanto material como espiritual. Estas duas devem seguir juntas, pois não adianta conquistar o bem material se a pessoa é no fundo medrosa, insegura, neurótica, sem paz interior... Se apenas conquistar posses significasse ser vencedor, não haveria razão para existência do mundo imaterial. Alexandre, “o grande”, realizou a façanha de conquistar todas as terras desde o norte da África até a fronteira da Índia, numa época sem nenhuma tecnologia. Seu poder de comando deixou ao mundo o poder do querer e seu nome gravado, que atravessou séculos na história mundial. No entanto, nada significou para que o mundo encontrasse o caminho da ascensão social e espiritual. Tanto Alexandre como muitos governos atuais deixam e deixaram mostras de como não se deve ser. Infelizmente as legislações tendenciosas e a justiça dos homens (corrupta) incentivam.

Nomes grafados em livros, monumentos ou placas de ruas não significam tanto como possa parecer. Os bandeirantes paulistas, que abriram as porteiras do sertão para o povoamento do interior, são vistos como os precedentes do progresso. Mas deixaram pelo caminho milhares de índios assassinados cruelmente. Bebês indígenas eram atirados aos cachorros. Castello Branco, homenageado numa das maiores rodovias paulistas, foi o primeiro presidente da ditadura de direita no país. Vencedores? O que é um vencedor?

O verdadeiro vencedor é o que vence tais limitações sutilmente impostas ao cidadão. Não basta vencer a miséria e a pobreza. É preciso vencer a si. A tentação de ser um marionete da moda, das propagandas. Vencer o preconceito, a fofoca. Vencer a barreira que separa o pobre do rico. E não pense que a busca do vencer é uma tentativa de alcançar a perfeição, pois esta se encontra muito distante.

Ser vencedor é conseguir ser diferente sem necessariamente ser perfeito. É deixar seu nome escrito no mundo pela ousadia, para que os outros digam: “no fundo, ele tinha razão”.

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