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O BRASIL E A HOMENAGEM AOS VELHO

COMPENSAÇÃO: PRETEXTO PARA DESMATAR?
 

     A questão ambiental ainda é vista pela maioria como um freio ao progresso. Como a população mundial tende a aumentar, e consequentemente as cidades também, a legislação ambiental, apesar de rigorosa, propõe a compensação nos casos inevitáveis de alteração. Assim, temos os casos da construção do rodoanel metropolitano paulista, duplicação de rodovias e outros. A compensação vem como reparação, e atende ao princípio básico e natural: se consumimos, precisamos plantar.
     A compensação, no entanto, não pode cair na banalização, virar “moda”, pois não fará um determinado local ser exatamente como era. O que são medidas mitigatórias? Amenizam o impacto. É igual o medicamento. O que é medicamento? Remédio. Remédio remedia um dano sofrido no corpo. A pessoa pode se sentir curada, mas o corpo não é mais aquele depois de uma doença ou acidente. Essa comparação é um alerta à sociedade. Muitas áreas de proteção ambiental e até de proteção permanente, são mexidas e modificadas sob o argumento da compensação. Ninguém precisa fazer curso de Meio Ambiente para compreender o básico. Áreas de proteção permanente não podem sofrer ações humanas, modificações. Basta. Para isso existem os estudos de impacto ambiental. Um projeto viário passará por áreas que não devem ser alteradas? Modifique-se o projeto, ainda que implique em custos maiores. O velho ditado popular se encaixa bem na questão ambiental: “o barato sai caro”.
     Em minha cidade, um grande empreendimento realizado anos atrás, tomou o lugar de uma área de mata nativa secundária. A imprensa na época, informou a população que a empresa, como medida compensatória, plantaria dez mil árvores. Passado o tempo, não vi nada na imprensa informando onde foram plantadas essas dez mil árvores. Por outro lado, alguma fiscalização foi feita para constatar se foram plantadas mesmo as dez mil? Ou plantaram algumas centenas no entorno para “fazer de conta?”
     O poder público faz de conta que não é com ele, pois empresas dão os braços para prefeituras. Não adianta existirem leis se não há fiscalização. Se compensação é “dourar a pílula”, pior ainda é a falta de consciência social e a falta de fiscalização, para constatar se a bendita compensação foi realmente feita de acordo
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