Boa noite!

CAMINHAR É PRECISO

CAMINHAR É PRECISO

 

     Todo ano, aves migratórias cruzam os céus do Hemisfério Norte ao Hemisfério Sul. Pinguins vem pelo oceano, da Antártida até a região do Trópico de Capricórnio.  Condores deslizam pelas correntes de ar por toda a Cordilheira e a Patagônia.  Felizes os animais, que possuem o ar, a terra e a água para seu livre deslocamento.  Infeliz o ser humano, limitado por algo chamado DINHEIRO.  Quantos passaram seu curto período de existência sem conhecer a cidade vizinha? Sem ver o mar? Sem fazer uma trilha numa montanha? Sem ouvir o canto da seriema ou do uirapuru? Sem ouvir uma língua estrangeira? Sem conhecer ao menos 1% do planeta Terra?

     Sem dúvida, muitos.  Milhares de seres humanos. Encarcerados em suas casas, com medo da violência, dos assaltos, dos acidentes... medo do desconhecido. Todo dia olhando as paredes, mudando os móveis de lugar para ter uma leve sensação de quebra da rotina, a televisão como companheira, companheira que repete todos os dias a mesma cantiga comercial e que aliena sua mente. “Os santos de casa que já não fazem milagres”. Os mesmos vizinhos, com as mesmas conversas. De repente, um deles pode ser seu inimigo! Ou o inimigo pode estar dentro de sua casa!

     Não, não há onde se esconder.  Não há para onde fugir. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Não adianta resmungar, chorar, ter inveja. Andarilhos, ciganos, mochileiros, hippies, nômades de toda espécie sempre foram vistos com maus olhos.  Forasteiros, migrantes, imigrantes não são bem vindos. Que bobagem! Se os animais vivem a driblar as armadilhas dos seres humanos, alguns seres humanos tentam driblar as barreiras que o dinheiro impõe. Afinal, por que não seguir adiante? Por que não ter o direito de descobrir o que há depois daquele morro? Daquela curva? Daquele mar? Fazer a vida num lugar diferente?

     Eu nasci para caminhar. Conhecer diferentes pessoas e culturas. Deslumbrar-me com paisagens exuberantes, sejam naturais ou urbanas. Distantes ou próximas, não importa. O que importa é estar fora do “lar doce lar”. Porque caminhar é preciso. Sempre. Perder o medo é preciso. Porque da coragem de seguir adiante é que virá a evolução de toda espécie.

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