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CORINTHIANOS X SÃO PAULINOS

CORINTHIANOS X SÃO PAULINOS

 

     Se a voz do povo é a voz de Deus como diz o sábio ditado popular, essa voz está associada a fatos, e fatos não se discutem. Grupos quando nascem, nascem de algo em comum. O tempo se encarrega de mesclar esses grupos. Observando origens e transformações, os fatos vêm e nos deixam lições. E as mais impressionantes vêm justamente das três coisas que (segundo outro ditado popular) não se discute: política, religião e futebol.

     Os três times que reúnem as maiores torcidas e possuem longa história, nos faz pensar sobre comportamentos e demais questões sociais. Palmeiras, o antigo Palestra Itália, que como diz o próprio nome, o clube das tradicionais famílias italianas, conservadoras e que subiram os degraus rumo à classe média. São Paulo, “o clube da elite”, da nova geração da classe média. E o Corinthians, cuja bagagem da Zona Leste traz o povo, o proletário, a garra da periferia. Faça-se a pesquisa e constate. Se a voz do povo é a voz de Deus, os fatos não mentem. Os fatos falam por si, embora não se discuta porque os bastidores, o subliminar, não se discutem.

     Bragança Paulista rima com futebol e política, e os exemplos se espalham pelo país aqui e acolá. Futebol, no fundo, não deixa de ser política. E aí, mais uma vez, a voz do povo, a voz de Deus, mostra que os fatos não se discutem. Com o passar dos anos, Corinthians conquistou corações burgueses e São Paulo conquistou corações proletários. PSDB nasceu no seio universitário, intelectual, no berço da classe média com vocação para alta. PT nasceu no berço dos operários, metalúrgicos, trabalhadores da classe média/baixa que depois viriam compor uma nova classe média. Com o passar dos anos, o PSDB conquistou corações na periferia e o PT se elitizou. Assim, meus caros leitores e torcedores, o tempo se encarrega de mesclar os grupos. Porém, a raiz é algo que vai fundo. A massa corinthiana é o subúrbio, a periferia, os manos. São Paulo é a elite (talvez por isso que pegou o maldoso apelido de “bambi” aos são-paulinos). PSDB quer conquistar a periferia com as ideias da elite. E PT, por mais que tenha se entendido com a elite e os interesses do mercado, é o partido vermelho, de esquerda.

     No mundo das religiões, o ecumenismo cresce sutilmente. Bom ou ruim, só o tempo dirá. O importante nisso tudo, é o povo ser tolerante com as diferenças. Aceitar o adversário, que tem suas qualidades e também defeitos. Se a tolerância reinar nas três coisas que “não se discute”, podem crer que o Brasil entrará nos eixos.

 

 

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