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O OUTRO DESAFIO DOS ESTADOS UNID

O OUTRO DESAFIO DOS ESTADOS UNIDOS

 

     Quando se fala em Estados Unidos da América, a reação nas pessoas é de admiração ou ódio. Muitos tem justificativas na ponta da língua, outros não sabem o porquê. Quer queira quer não, essa nação interfere em nosso dia-a-dia, seja através da política econômica ou da ficção – as milhares de produções em filmes que assistimos e mexem com nosso imaginário.

     A chegada de Barac Obama à Casabranca mexeu tanto conosco como a chegada do ex metalúrgico Lula ao Palácio do Planalto. A expectativa é a mesma: que mudanças virão? Qual o impacto sobre a vida do cidadão? A democracia estará mais fortalecida ou haverá o continuísmo de uma democracia ilusória ou parcial?

     Até este momento os olhos do mundo estão voltados para a crise. Obama tem esse desafio pela frente, mas esse não é o assunto deste artigo. Não falarei sobre política nem economia, assuntos debatidos exaustivamente. Abordarei um outro desafio da grande nação: a paz interior.

     A vigilância quase que onipresente no país não é “refresco”, muito menos solução. Ataques terroristas, ataques dos “serial killer”, os crimes pequenos e médios que não cessam, mais as catástrofes naturais, cada vez mais frequentes, fazem com que o cidadão norte americano tenha apenas momentos de paz, em suas igrejas ou na ilusão da Disney, onde por alguns momentos sente-se a pureza e o espírito saudável da infância. Fora da Disney e das igrejas, a realidade cruel acompanha cada passo. O medo do desconhecido. Por trás de uma face angelical, pode haver um terrível psicopata, assassino.

     Resgatar valores há muito tempo perdidos. Voltar os olhos para a natureza, o Meio Ambiente. Talvez aqui estejam os primeiros passos para uma mudança de mentalidade, de espírito. O reconhecimento das coisas mais simples, como apreciar o cantar de uma ave, regar uma planta, contemplar o formato das nuvens ou das montanhas, deitar-se num gramado e sentir a respiração fluindo, ouvir uma música clássica baixinho...e olhar nos olhos do próximo com serenidade. São virtudes que perderam espaço para as preocupações e vícios do cotidiano; o bombardeio de notícias, a moda, a competição financeira e intelectual, o apelo sexual... Não, não quero incentivar um naturalismo radical. Mas um equilíbrio. Equilíbrio social e espiritual. A descoberta de um amor real, e não aquele só visto e sentido nas telas do cinema e televisão. Muitos dirão que esse amor e equilíbrio são utopia. Porém eu digo que não é utopia. É apenas uma realidade distante, que se buscarmos com coragem e fé, alcançaremos.

     Obama representa uma realidade que parecia distante da visão de muitas pessoas. Mas está aí, o sonho virou realidade. Torçamos para que supere os problemas políticos herdados para que visualize e cuide desse lado humano de sua nação. A carência do povo. Um povo que, apesar de toda regalia material, cansou de viver no medo e na desconfiança. Que quer dizer “eu tenho amigos, eu posso caminhar a noite pelas ruas sem medo”.

     O povo é, até certo ponto, reflexo de seu representante político ou espiritual. Seja prefeito ou presidente. Um líder que semeia força bruta, colhe força bruta. Se semeia intolerância, colhe intolerância. Se semeia amor, colhe amor.

     Obama não tem apenas a faca e o queijo nas mãos. Tem seu próprio exemplo de vida para transformar os cidadãos de seu país. E até mais. Acabar com o ódio de alguns países sobre os Estados Unidos. Eis o maior dos desafios! No lugar da força bruta como tem sido feito até então, o diálogo. O diálogo que compreende as diferenças e a realidade de ambas as partes. “Por mais alto que voe um pássaro, ele precisa baixar para comer”. Assim haverá entendimento, porque a crise deixou um alerta: todos precisam de todos. É hora de deixar as vaidades e a prepotência de lado, pois o homem chegou à lua mas continua com a mesma dúvida: de onde viemos, para onde vamos? Nenhum cientista, de nenhuma nação, tem essa resposta! Por outro lado, a paz interior é possível atingir em vida. Basta que cada nação faça sua parte, sem usurpar a outra. Com certeza, milhões de pessoas aplaudiram e colocaram fé no presidente Obama, em todas as partes do mundo. Milagre ele não fará, mas poderá iniciar uma era de mais justiça, paz e amor. Para que os cidadãos de seu país vejam e creiam que não se trata de apenas mais uma ficção de Hollywood. E o espírito do dia de ação de graças torne-se uma realidade diária.

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