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DINHEIRO E CIÚME

DINHEIRO E CIÚME: ESTOPINS DA VIOLÊNCIA

 

     Mais uma vez aprofundando nas questões sociais, os fatores geradores da violência são variados e complexos, mas dois se destacam: dinheiro e ciúme.

     Esteja o país nas rédeas do capitalismo ou socialismo, ninguém vive sem dinheiro. É preciso tê-lo. E aqui em nossa realidade, isso é estimulado de uma forma violenta. Onde você estiver, haverá um anúncio, um cartaz, uma propaganda. Ao ligar a TV, observe. Durante um jornal, filme ou novela, a altura do som. Assim que dá o intervalo e entram os comerciais, há uma ligeira alteração do som para mais. É algo programado. Os apelos são grotescos, pura lavagem cerebral. Anúncios na base do grito, do sensacionalismo e da fala rápida para não dar tempo de você raciocinar. Na internet, os apelos são visuais. Nas ruas, letreiros exagerados, outdoors, cartazes irregulares impregnando postes e pontos de ônibus. Nos próprios ônibus, ao invés de informação das linhas e itinerários, propagandas comerciais com o aval de certas prefeituras.

     Como encontrar o equilíbrio se neste sistema político o marketing goza de todos os privilégios e um pouco mais? Trabalhar com marketing dá um bom retorno e gera certo status. Gera emprego. Dessa forma, só um “louco” se posicionaria contra o marketing.

     Na verdade, temos aqui um círculo vicioso. Se todos precisam trabalhar e vender seus produtos para fazer o dinheiro girar, todos precisam ter o suficiente para comprar. Mas não é isso que ocorre. O marketing onipresente estimula o consumidor a ter sem condições de ter. A gastar o que não tem. Isso “acorda o bicho adormecido” dentro das pessoas, principalmente os jovens, que estão na liderança dentro das estatísticas da violência (homicídio, tráfico, roubos).

     Todo o trabalho espiritual realizado com as pessoas, para torná-las menos materialistas, vai por água abaixo devido a ferocidade do marketing desregrado. É uma luta sem fim na escalada evolutiva. Quando as pessoas dão um passo a frente, logo em seguida dão um atrás.

     Não há esforços sociais ou governamentais para disciplinar o tal do consumismo, conscientizar o mundo de que é necessário colocar a vida espiritual acima de tudo para não se tornar um escravo do dinheiro, do marketing. Enquanto ninguém atira essa pedra, a violência aumenta. Mata-se por uma roupa de marca, um carro...ou até a casa dos sonhos.
     O outro grande gerador de violência é o ciúme. Há 20, 30 anos atrás, era comum ouvir que marido matou mulher depois de tantos anos de casados. Hoje a violência abrange jovens e adolescentes na fase de namoro. “Se ela não for minha, não será de mais ninguém”. E um exemplo dessa obsessão foi o caso ocorrido em Santo André (Eloá).

     A sociedade está doente e não consegue encontrar o rumo; e o pior, não se esforça para encontrar. Todos tem parcela de culpa, de responsabilidade. Nós, as igrejas, o poder público. É necessário que cada um comece a fazer sua parte, sem medo de nadar contra a correnteza.

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