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ditadores e democracias

O mundo festeja a queda de mais um ditador. A liberdade de expressão, de ser o que é e circular por onde queira, é o mais sagrado direito do ser humano. Deus, o criador, deixou o livre arbítrio. A natureza é livre. Nenhum ser humano tem o direito de manipular os outros, dizer como deve se vestir ou que tipo de livro é obrigado a ler. Ordem e disciplina sim. Mas controle possessivo não. Da mesma forma que a liberdade não deve ser libertina, liberdade que prejudica o próximo. Esse é o perigo neste momento.

A queda de ditadores provoca uma ânsia descontrolada pela liberdade, o ser humano não possui auto-controle, não enxerga limitações. A democracia reinante na maioria dos países hoje não satisfaz porque os excessos do consumismo são bem aceitos. São convenientes melhor dizendo.

Precisamos refletir sobre isso. Não adianta sair de um extremo opressivo, seja de esquerda ou direita, e ir a um extremo liberal. É muito fácil dizer "o cidadão faz o que quer, se prejudicar alguém será punido". Isso significa que é preciso alguém pagar pelo excesso do outro? O preço da liberdade é sempre haver vítimas de pessoas que fazem o que bem entendem porque tudo pode? Ah sim, existem leis, mas quem respeita as leis? Se a classe privilegiada dribla as leis, por que as menos favorecidas não possuem o mesmo direito? Tivemos exemplos recentes veiculados nos jornais televisionados. O abuso no trânsito por pessoas de alto poder aquisitivo, empresários, filhos de empresários, de políticos...pessoas que tem matado no trânsito e escapam de punições severas devido as brechas nas leis, aos recursos, ao poder do dinheiro que tudo compra.

Se ditadores erram, democratas também tem errado, e muito. Por isso transição de governo é um momento delicado. A transição será para uma democracia que realmente dá direitos iguais a todos ou apenas ilude, com pão e circo? Todos nós vimos as mansões e as regalias do ditador. Que tal visitarmos as mansões de nossos políticos, que posam de democratas? Que tal a polícia federal e o ministério público investigarem para saber como adquiriram tantos imóveis luxuosos? Como possuem tanto patrimônio (que estão em nome de laranjas)?

Ditadores têm servido de bodes expiatórios. Enquanto os olhos estão concentrados neles, deixamos de observar os caminhos que pessoas que votamos estão fazendo. O que nosso deputado fez por nós? O que o governador tem feito para buscar soluções para a questão da segurança pública, o dedo na ferida de todo país que posa de democrático? Penitenciárias? Polícia? Câmeras? Nada disso resolve. Onde está o investimento no social, em seres humanos? Que adianta vivermos sem ditadores se precisamos cercar nossas casas com muros altos, cercas elétricas? Se as pessoas estão se matando com crack e drogas sintéticas? E matam os outros por causa das drogas? Qualquer um de nós, qualquer um de vocês que está lendo este artigo, pode ser vítima de um "noia", de um assalto, de algum irresponsável que utiliza o veículo particular como arma após uma balada. Não me venham com argumento de que "não há jeito". Jeito há. Se na democracia não estamos sujeitos aos mandos e desmandos de uma pessoa, é a união que faz a força e faz acontecer. Se não estamos conseguindo união, é porque existe um ópio que corrói nossas democracias: o excesso aliado ao interesse individualista.

Não sejamos ingênuos de aplaudir a queda de mais um ditador se nossa casa está em desordem. Não adianta trocar o câncer pela lepra. Não adianta subir ao palácio governamental um "democrata" que enterre a tirania e alimente uma passividade diante das mazelas sociais. Um povo livre precisa de emprego. Precisa ter acesso a todos os prazeres que a tecnologia do século XXI oferece. Caso contrário, continuaremos alimentando máfias que destroem o ser humano com drogas, prostituição e jogos de azar. E o pior: alimentando pessoas que almejam cargo político para enriquecer, para ser servido ao invés de servir.

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