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OS EMPRESÁRIOS DO FUTURO

OS EMPRESÁRIOS DO FUTURO

 

 

     Executivos circulam pelo mundo, de país em país, em busca de ampliação dos negócios para as empresas que trabalham. Quem possui a administração no sangue, sabe “de cor e salteado” essa dinâmica da informação e dos contatos. O mundo dos negócios é cheio de riscos, dos mais grosseiros aos mais sutis. Em ambos os casos, o administrador está sujeito a algo mais forte; o ciclo natural de evolução.

     A marcha da humanidade, nascimento, vida, morte, avança estágios que passam despercebidos pela maioria. Muitos fatores favorecem essa falta de percepção, entre eles cito a alienação da moda (músicas com letras ordinárias como o pagode atual), jogos sem propósito cultural, jogos de azar, culto à aparência externa e a autodestruição com a dependência química. Aqueles que não se enquadram nessa realidade citada, notam que a evolução espiritual (que interfere na própria genética) prossegue normalmente apesar das pedras destrutivas bombardeando a sociedade de todos os lados. E mais: a evolução prossegue apesar da destruição ambiental, que já colocou o planeta em risco iminente. O mundo empresarial, que está entre as quatro forças dominantes do mundo, precisa reconhecer e valorizar as pessoas que compreendem essa realidade. O ser humano submisso está em extinção. A mão de obra barata um dia acabará. A corrupção um dia não terá mais espaço porque será vítima dela mesma num curto período (e não a médio prazo como ocorre hoje).

     Se o ideal socialista (ou comunista, como queiram) não convenceu o mundo, o capitalismo será obrigado a mudar seus conceitos pela própria força natural do processo evolutivo. Por mais que as pessoas se rendam às tentações do consumismo, chegará o momento de rever tudo e equilibrar as ações por pura necessidade de sobrevivência. O mercado mundial vive à sombra de uma quebra gigantesca, tal como os californianos vivem à sombra do “big one”. O próprio sistema é inseguro, some-se a isso a corrupção, a quantidade inimaginável de dinheiro lavado em paraísos fiscais, tanto pelo chamado “crime organizado” ou máfias, como pelos estabelecidos dentro das “leis”.

     Aqueles que entram agora no mundo da administração, precisam estar vacinados. Preparados para uma nova realidade, a de lidar com um novo ser humano, talvez alienado, mas totalmente consciente de seus direitos e com uma arma poderosa em mãos: a comunicação virtual. O empresário de amanhã jamais pode ter em mente o lucro através da exploração do empregado. O lucro obtido através da exploração inconsequente do meio ambiente. Não é questão de criar mais leis. Não precisaríamos de leis se tivéssemos dentro de nós, desde a época de estudantes, a consciência de que tudo o que fazemos, um dia volta. E pode voltar em dobro.

     É hora de fazer workshops de valorização ao ser humano e ao meio ambiente. Não valorização como tem feito certos políticos na área educacional, de “premiação” para aqueles que produzirem mais ou se aperfeiçoarem na área. A valorização se faz criando consciência coletiva, de que todo trabalho não é exclusivo para si, mas para o próximo. Precisa acabar essa proliferação irracional de funcionários temporários, pessoas desqualificadas buscando desesperadamente um emprego porque “precisam ter dinheiro”. A imensa massa que se forma nas filas semanais na porta de agências de emprego, é constituída em sua maioria por pessoas que tem em mente “emprego para ganhar dinheiro”, e não realização profissional. A falta desse objetivo é consequência direta dos problemas sociais urbanos (baixa qualidade educacional, falta de infraestrutura nos bairros, etc.)

     Mesmo com toda essa falta de qualificação profissional, o processo evolutivo continua. E é nesse ponto que o administrador precisa criar consciência e agir. Simplesmente dar as mãos às prefeituras para “ganhar” abatimento nos impostos é paliativo. Ou se investe na questão social conjuntamente, ou futuramente todos seremos vítimas da omissão. Se nós, que dizemos estar ao lado da lei, não damos valor ao ser humano para sua ascensão profissional, os que estão fora da lei recrutam. Já vi isso acontecendo ao meu lado. Como estava sozinho, não tive força suficiente para impedir o fato. E assim ocorre diariamente. Jovens capazes, dispostos a trabalhar e terem o merecido reconhecimento, recrutados pelo crime organizado. Jovens de todas as idades, todas as crenças e condição financeira. Não falo de outros países, falo de Brasil. A nova geração não aceita o salário mínimo de nosso país, que é miserável. E quem pode mudar essa realidade, é o administrador. Crie escolas profissionalizantes na própria empresa. Incentive a formação de cooperativas nos bairros, nas áreas rurais. Temos no país uma proliferação de “cursinhos”, escolas profissionalizantes cujo objetivo é ganhar em cima da desqualificação do povo. Saúde e educação não podem ser mercadorias. Ou o empresário muda essa visão e passa a agir por novos caminhos ou sucumbirá na trajetória que faz a sociedade. Não adianta buscar novas técnicas de marketing, para aumentar as vendas e o lucro se não investir no povo, no ser humano. Chega de olhar as pessoas como número, como fazem os políticos. O empresário do futuro sobreviverá se começar a investir profissionalmente, culturalmente e espiritualmente nas pessoas. Digo espiritualmente porque isso não depende só das igrejas. Investir espiritualmente é tarefa universal, e não envolve só conhecimento bíblico, mas principalmente saúde mental, aceitação do próximo, relacionamento interpessoal. Estou aberto para o diálogo.

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