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OS EXTRATERRESTRES E AS PROFUNDE

OS EXTRATERRESTRES E AS PROFUNDEZAS DA MENTE DO TERRÁQUEO

 

     Se um “ser evoluído” de outra galáxia pousasse repentinamente aqui na Terra, qual seria sua concepção sobre nosso modo de vida, nossa sociedade? Com certeza a pior possível, e bastaria uma pergunta para humilhar a autoridade que estivesse representando os terráqueos, o planeta Terra: “como vocês vem vasculhando o universo em busca de contato conosco se vocês ainda se matam por dinheiro e poder?” A pergunta ainda poderia ser feita de forma subliminar: “como vocês querem colocar em prática matéria da faculdade se não conseguem resolver problemas do primário?”

     Só não enxerga o disparate quem não quer. Bilhões gastos em tecnologia para buscar as origens do universo, vida extraterrestre, ou seja, matérias de faculdade, e não conseguimos resolver equações do primário: fome, pobreza, criminalidade...e o maior dos desafios: por que o homem tem inclinação para a auto-destruição? Em toda a história da humanidade, nunca se consumiu tantas drogas, nunca se produziu tanto para o vício. Será que a resposta para tudo isso está nos confins do universo? Será que os cientistas buscam seres evoluídos, algum “deus” de Andrômeda, de Alpha Centauri que traga uma solução pronta para nossos problemas?

     Não creio que a exploração de Marte ou antenas poderosas em busca de sinais de vida pelo espaço estejam a serviço dos eternos problemas sociais que o homem carrega em suas costas. Do ponto de vista científico e médico pode ter seu valor.  Para conhecer o planeta que habitamos, que é parte integrante do cosmo, tais pesquisas e investimentos são válidos. Mas a urgência do planeta Terra não está nisso. A exploração das profundezas do universo não evita mortes trágicas e banais em nosso meio. Não trazem respostas para o desequilíbrio mental, as obsessões, traumas e surtos psicóticos. Se parte da dedicação aos caminhos intergaláticos for desviada para os caminhos da mente humana, muita coisa pode mudar para melhor para todos nós.

     Existe a responsabilidade política pela fome e pobreza, mas não vou entrar nessa questão. O ponto central deste artigo é: quantos e quais são os profissionais debruçados em compreender a relação mente x sociedade? Psicólogos? Psiquiatras Forenses? Antropólogos? Terapeutas alternativos? A serviço de quem estão e o que conseguiram produzir de fato para nosso cotidiano? Teses e livros são teorias, onde está a prática? Por que jovens estão matando jovens (como o caso da Eloá, morta pelo namorado em Santo André)? Por que filhos estão matando os pais e vice versa? Não é um disparate, habitantes de um planeta, que não compreendem a si mesmos e matam-se uns aos outros, investirem na busca de vida em outros planetas? Quem é que busca convidados para visitar a casa em desordem? Só loucos. Loucos que não admitem que são loucos ou incompetentes.

     Faltam profissionais que atuem na relação comportamento social x cérebro humano. E tais profissionais deveriam estar em cada prefeitura, cada governo estadual. Não adianta investir em penitenciárias, hospitais e centros de recuperação. É preciso investir  na prevenção, chegar antes da pessoa se perder. E isso não se faz somente com cartilhas ou palestras. O profissional precisa estar a campo para coletar dados in loco (como eu faço a pesquisa sobre hábito da leitura). Precisa estar integrado a todos os ambientes de A a Z, para traçar a influência do comportamento social na mente de cada um. Da mesma forma que se explora o espaço, explorar a sociedade conjuntamente com a mente de pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais. Talvez esse trabalho não exista porque vai explorar nichos delicados, mexer com interesses políticos. O exemplo mais clássico é o campo do narcotráfico. Os números aumentam, mas o traficante, ao contrário dos comerciantes e empresários tradicionais, não vai à busca de consumidores, pois estes “surgem do nada”. Como surge o consumidor de drogas hoje em dia? A sociedade os produz, de forma sutil, imperceptível. É isso que tal profissional estudaria. Como a sociedade induz sutilmente as pessoas à autodestruição e porque o cérebro se rende a isso. O que acontece com o cérebro com tanta informação, o bombardeio onipresente de marcas, busca pelo prazer, pelo sexo, a competição predatória.

     Por mais livros de autoajuda que se publique, por mais profissionais particulares que surjam para realizar terapias e “socorros espirituais”, não resolve se não houver um profissional que trabalhe em conjunto com o poder público e associações comunitárias. As depressões, o estresse, os surtos psicóticos e a entrega aos vícios em drogas lícitas e ilícitas, são frutos de conjunto de fatores, desde a carência afetiva e espiritual à falta de oportunidade no mercado de trabalho e integração à vida social. Não há mais onde se esconder. A criminalidade decorrente do vício em drogas atingiu todas as camadas sociais, está presente das favelas aos condomínios. A fuga foi tola e é inútil tentar continuar fugindo. É preciso encarar o problema de frente e tentar resolvê-lo. Mas para resolver, teremos que “quebrar as pernas” dos grandes fornecedores e do mal que produz consumidores. Ambos são invisíveis. Quem são os grandes fornecedores? Prender o “tiozinho” no morro é fácil. Mas quem está acima dele? Toda máfia tem ramificações nos poderes estabelecidos (mundo político e empresarial). Quem bate de frente com estes? Isto nem seria obrigação de tal profissional. O profissional que citei trabalharia com o lado psicológico e emocional das pessoas, pois o vício entra quando há uma brecha, um espaço vazio na vida, na mente da pessoa. O trabalho dele seria na raiz. Mas para isso, nossas “autoridades” teriam que provar suas transparências. Quer continuar remediando ou buscar a cura? Se vier a cura, quem lucra com os remédios vai “perder sua boca”. E aí?

     A questão é delicada. Voltando ao início, quem teria moral para receber supostos seres evoluídos, que possuem o total controle da mente?

     Existem grupos ocultistas ou esotéricos que afirmam a existência de seres evoluídos e inclusive que mandam mensagens. A explicação porque não se fazem presentes é óbvia: não cabe a eles ajudar, pois nós temos a faca e o queijo nas mãos para resolvermos nossos problemas. O dinheiro que circula no mundo pode resolver tudo, desde que o homem saiba administrá-lo e redistribuí-lo. Voltando: não adianta redistribuí-lo, é preciso antes saber administrá-lo. O simples fato de ter não resolve, pois o ser humano tende a se autodestruir com o dinheiro, com o poder em mãos. O equilíbrio da mente é o ponto-chave. O equilíbrio mental do ser humano não seria a oitava maravilha do mundo. Seria a primeira, pois ainda não foi alcançada. Viajar aos confins do universo não impressiona. Impressionante seria a viagem aos confins da mente humana.

 

 

 

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