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europa: feitiÇo virou contra o feiticeiro

O velho mundo, que sempre apavorou as nações abaixo da linha do Equador com seus mistérios londrinos, bruxarias e vampiros das velhas florestas transilvânicas, agora apavora seu próprio povo com a crise do Euro.

Regressando um pouco mais no passado, as grandes investidas marítimas que culminaram com a colonização da África e América do Sul, não apavoraram os nativos somente com a imposição da nova cultura, mas com o "saqueamento" das riquezas naturais desses continentes. Qualquer estudante brasileiro sabe que o Hemisfério Norte usou o Hemisfério Sul com a única intenção de explorar (exceção Austrália). Nos museus e palácios europeus abundam riquezas minerais da América Latina e África. Muita coisa destas terras alavancou os países europeus, que rapidamente se reergueram das guerras mundiais. Fortaleceu reinados (quantas ilhas pelo mundo pertencem a Inglaterra?) e governos, que para ocultar o estrago ambiental, investiram maciçamente no paisagismo urbano, juntamente com o saneamento básico e a infraestrutura.

O velho mundo, orgulhoso de suas conquistas durante a história, apostou na integração; unificação melhor dizendo, através da moeda. O fim do "comunismo" e a criação do Euro alimentaram as profecias aquarianas, que apostam num mundo unificado num futuro próximo. O grande engano foi apostar que a vitoriosa economia de mercados (capitalismo) seria o único caminho da tão sonhada unificação, tendo como pontapé inicial a globalização.

Em primeiro lugar, o erro começou lá atrás. Os impérios se ergueram com a exploração irracional de suas próprias terras e posteriormente de outras terras. Isso alguma hora seria cobrado. E a cobrança não veio através de "castigos divinos" e sim do próprio povo, que está abrindo os olhos para com seus governantes. Não duvido que até as monarquias, onde ainda existem, sejam questionadas e pressionadas. Onde há rei há ouro. De onde veio? Para que serve?

A Europa tem dívida astronômica com os países do Hemisfério Sul. E com tudo o que levaram, não conseguiram estabilizar suas economias por dois motivos: desviaram valores incalculáveis para contas particulares e não enxergaram que o capitalismo é um sistema de exploração, e a exploração diminuiria com o passar dos anos, já que o ser humano do século XXI não admite ser explorado e os recursos naturais são finitos. Sem falar que a liberdade desenfreada aos empresários favoreceu o surgimento de monopólios, que são nocivos ao mercado, e a corrupção interna levaria o sistema a implodir mais cedo ou mais tarde.

A exploração deixa o homem cego. O explorador aposta no escuro e acha que se no início dá certo, dará sempre. Não tem nenhuma visão de futuro porque o prazer imediato não permite visualizar com lógica. Peguemos como exemplo a indústria automobilística. Já está chegando a saturação, mas ninguém quer pensar em como estabilizar ou substituir o automóvel. Outro exemplo: madeira nobre. Quantas foram retiradas das florestas e quantas foram plantadas? Se em suas próprias terras não foram substituídas, como querem dizer aos outros o que deve ser feito?

A crise europeia não se resume aos países que adotaram o Euro. Todos enfrentarão dificuldades por falta de visão de futuro. As drogas invadiram todos eles, até mesmo aqueles vistos como "países que deram certo". Se há consumo de droga, algo está errado no modo de vida, que vai da vivência espiritual à vivência social. Nenhuma liberdade dá certo se não há disciplina. E disciplina pede limites, que devem ser seguidos tanto pelo cidadão comum como pelos empresários e governos.

A lição que tiramos da situação do velho continente deve ser pensada e analisada pela nova geração: toda atitude exploratória um dia reverterá contra o próprio explorador. A riqueza que é fruto de exploração é maldita. Um dia a casa cai. A Europa está caindo. Pode ser que um ou outro país se reerga. Mas não acredito que o paraíso idealizado se torne realidade no velho continente, pois não pagaram suas dívidas e fizeram mais dívidas.


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