Boa noite!

OS TRÊS PODERES DE SEU BAIRRO

FAMÍLIA: CACHORRO, GATO, GALINHA...E PORCOS

 

 

     Na década de 80 a banda Titãs já colocava em suas letras o conturbado ambiente familiar. O ambiente que deveria ser a “célula mater”, a base social. Sim, o ambiente familiar depende do comando político de uma nação, e também da influência de uma igreja que a família frequenta. Política e religião influenciam, não há o que discutir. Mas muito pode ser feito independente das influências externas.
     Uma doença comum a maioria das famílias chama-se inveja. A inveja vai puxando táticas destrutivas, como o controle obsessivo, a chantagem emocional, a exploração e muitas outras. Por isso, o ponto fundamental para equilibrar uma família é evitar que nasça a inveja. Ao nascer o segundo filho, o casal precisa estar preparado porque inevitavelmente a criança “disputará” os pais com o irmãozinho. É na infância que nascem sentimentos aparentemente fúteis, que, no entanto serão levados para a vida adulta e resultarão no que vemos hoje.
     Em minha extensa experiência com amigos em todas as classes sociais, observei inúmeros casos de antipatia entre irmãos, alguns que vão muito além da antipatia. Até minha própria amizade, algumas vezes, ficou comprometida por ter amizade com dois, três irmãos. “Ou era amigo de um ou de outro”. Fuchicos destroem relações entre família, entre amigos e entre amigos de famílias. Mesmo que você não seja fuchiqueiro, acabará sendo um instrumento de uso para que descubram algo.
     Ainda adolescente, quando fiquei uns dias na casa dos parentes de um amigo daquela época, presenciei o ciúme doentio da mãe dele quando uma das tias abraçou sua avó. Sua mãe não conseguiu nem disfarçar o maldito sentimento quando a irmã demonstrou carinho com a idosa. Vi nos olhos dela, parecia que o “capeta havia incorporado”. E assim também ocorre em minha família. Presenciei por anos chantagens emocionais por olho na herança. Devido à “formação acadêmica” dos parentes, sabem muito bem disfarçar, agem com sutileza para não deixar transparecer os interesses.
     A religião é uma faca de dois gumes, pois a bondade cega, o ato de dar a outra face, pode favorecer as armas dos usurpadores. “Ser bom sem ser bobo”.
     É cada vez maior o número de pessoas que se afastam de suas famílias e buscam fazer suas vidas sem vínculos com parentes. Se antigamente reinava a hipocrisia, o “fazer de conta” que a família é unida para não manchar o sobrenome, hoje o desgarramento é perfeitamente visível. Orgulho? Em alguns casos pode haver sim. Mas se as famílias não possuem estrutura para lidar com gregos e troianos (ninguém é igual a ninguém), que cada um faça sua vida à sua maneira, desde que não prejudique ninguém.

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