Boa noite!

Sobre palestras

Sobre palestras, patrocínio, voluntariado, caridade, filantropia, “pilantropia”...

 

 

     Como escritor e pesquisador, já percorri muito esse meio e tenho opinião formada.

     Por muitos anos, predominou no Brasil a visão de que o intelectual, o escritor, formou-se nos melhores colégios, portanto, é de família abastada, nasceu em berço de ouro. E como manda o figurino, o rico faz caridade e o pobre deve se conformar com sua situação já que “Deus quis assim”. Os tempos hoje são outros. O conformismo está em extinção (ainda bem), a verdadeira caridade não deve sustentar a pobreza (ensinai a pescar, chega de dar o peixe!) e nem todos os escritores nasceram em berço de ouro (é o caso deste escritor). Por isso, resolvi escrever este artigo.      

     Vivemos um surto de generalização. Não, não é caso de ser mercenário. Sou escritor, autônomo, e como autônomo, meu trabalho tem um custo. E para prosseguir, o preço é justo. Quem tem lucro, paga meu lucro. Se é sem fins lucrativos, meu trabalho é voluntário, mas não posso ter gasto com locomoção. Imaginem só viajar 300 quilômetros pagando do bolso. Não faz sentido! Mas parece que algumas pessoas, acostumadas ao figurão que faz “palestras gratuitas”, não querem entender. Sim, há quem possa, para os que nasceram em berço de ouro, isso não é nada. Agora, não pensem que isso é caridade. Elite literária, ou seja quem for, não dá ponto sem nó (pelo menos 90% dela). Certa vez assisti a uma palestra numa escola de Jundiaí. Qual o retorno aos interessados? No alto do vídeo exibido, havia discretamente a sigla de um partido político. Portanto, queridos leitores, não sejam ingênuos. Por trás de muito voluntariado, há “costas quentes”, o interesse da promoção do nome, o interesse político. Sim, eu também tenho minha ideologia, mas não misturo as coisas. Minhas palestras e cursos são apolíticos em termos de legenda. Não sou entidade filantrópica. Que fique claro, sou autônomo, independente. Sem rabo preso com ninguém. Meu trabalho é um investimento na cultura, principalmente de jovens e adolescentes. E a presença faz a diferença, por isso prefiro estar presente, realizando uma palestra, autografando, tirando dúvidas. A verdadeira caridade se faz com presença, calor humano. Por isso, àqueles que patrocinarem meus livros para esta ou aquela entidade, recomendo: conheçam pessoalmente a entidade. Para ver se os atendidos receberam os livros e estão lendo. Já soube de muitas entidades onde as doações ficam jogadas num canto, estragando, e outras que recebem doações e acabam vendendo essas doações. A “pilantropia” existe, e muito. E isso se combate com participação, presença. Conheçam meu trabalho. E conheçam as entidades. A transparência é uma obrigação de todos neste mundo globalizado.

 

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