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HISTÓRIAS SEM FIM E AVATARES

HISTÓRIAS SEM FIM E AVATARES

 

 

     Foi-se a época de Guerra nas Estrelas, quando os espectadores se deliciavam com o combate em si, som, luzes, explosões. Até mesmo nas casas de jogos, difícil encontrar jogos do gênero, como a “Stinger”, único jogo em vídeo que aprendi a jogar de verdade. Na extinta “White Ball” que havia no centro de Jundiaí, eu fui o terceiro recordista do jogo, lá ficou gravado meu nome, com quatro milhões e uns quebrados.

     A nova geração não se liga em guerras espaciais. Prefere guerra urbana, com os pés no chão. Alguns preferem os lutadores, corpulentos, imbatíveis. Já outros se deliciam com armas poderosas, que não apenas matam os “inimigos”, mas explodem veículos, casas, prédios, quartéis...porém engana-se quem pensa que a nova geração está totalmente presa às coisas materiais. A ligação poder da mente mais poder material começou discretamente algum tempo atrás e veio para ficar, sendo que uma parte veio na bagagem da literatura de autoajuda.

     O ocultismo é antigo mas sempre ficou restrito à quatro paredes, grupos seletos, de pessoas escolhidas a dedo por terem perfil de acordo com o interesse do grupo. Agora no novo milênio, a onda ocultista e esotérica abriu as portas, popularizou-se. Não que todos estejam convidados, e sim porque a globalização deu sinal verde. Chegamos num ponto em que não há mais como se esconder. Algumas décadas atrás, “traidores” se escondiam. Hoje você é vigiado por todos os lados. Dessa forma, todos sabem “de qual partido você é”. E pensa que alguém está esquentando a cabeça? De forma alguma! Quanto mais exibicionismo, melhor. Claro que a tal da vigilância onipresente não trará a segurança 100% que os otimistas ingênuos querem. Como no filme “A História Sem Fim”, vivemos na fantasia, e “Fantasia” será destruída. A menos que...o “avatar” impeça a destruição.

     O propósito da “abertura” do oculto não é popularizar. É despertar a curiosidade da nova geração, sobretudo das crianças e pré adolescentes, que segundo os componentes mais extremos da nova ordem mundial, muitas nascem com um novo código genético. É o ser humano da nova era, evoluído. Para o desespero dos religiosos conservadores, isto é uma realidade, porém não significa também que o ideal dos adeptos da tal nova ordem será cumprido. O poder, pregado do filme Guerra nas Estrelas até Avatar, é uma faca de dois gumes. E o ser humano não está preparado para manusear essa e outras armas. Primeiro porque existem os dois lados da moeda: os que estão a favor e os contra. Em segundo lugar, a forma de preparo não é correta. Pensam os adeptos estar fazendo a coisa certa, mas não estão. Existem alguns segmentos que estão próximos da consciência equilibrada, mas são grupos pequenos. São esses grupos pequenos que precisariam conduzir a transformação inevitável que a humanidade atravessa e vai atravessar nos próximos anos.

     Enquanto a consciência equilibrada não movimenta multidões, o bonde da história segue e arrasta a sociedade para o incerto. Dos livros publicados às produções cinematográficas, as mensagens subliminares dão muitas pistas mas não deixam claro quais são as intenções. Óbvio, pois é a dúvida que atrai o ser humano. E quanto mais se descobre, novas dúvidas surgem. O filme baseado na obra de Michael Ende por exemplo, é cheio de mensagens subliminares. Os leigos precisam assistir mais de uma vez para captar tais mensagens que, a princípio, soam como os conselhos da verdade. Em Guerra nas Estrelas, o jovem guerreiro Luke Skywalker é aconselhado e orientado pelos mais velhos. Em A História Sem Fim, o menino Bastian tem a mente aberta por vários conselheiros, inclusive pelo “lobo gigante” que representa o mal. Sem dúvida alguma, as palavras da “encarnação do mal” dizem muito, e fiz questão de analisá-las mais de uma vez. Isto porque a expressão analisada em estado bruto leva a uma conclusão em estado bruto, se analisada profundamente, a conclusão é outra. Todos os segredos estão nas entrelinhas. Um professor de química e biologia não leciona necessariamente química e biologia! O caminho das pedras pode ser “x”, “y” ou “z”.

     Não sou adepto da teoria da conspiração, mas cheguei num momento a associar o nome “Atreyu” a “Maitreya”. Conspiração ou não, o bonde prossegue sua marcha e Avatar veio na sequência. Natural que temas em alta virem filmes. Como o povo tem memória curta, logo estarão envolvidos numa nova onda. Entretanto, mensagens subliminares ficam gravadas no subconsciente de todo mundo, por mais ignorante que o sujeito seja. E no momento oportuno, as coisas acontecem. Como é encerrado na sinopse do filme no Wikipédia, “apesar de ser uma fantasia destinada especialmente às crianças, os temas abordados passam longe de ser infantis”.

     A massa, o povo, ninguém jamais ouvira o bizarro nome “avatar”, a não ser os seletos adeptos da Nova Era e os religiosos muito bem informados. O filme chegou na hora adequada e pegou. As mensagens foram captadas; bem ou mal foram captadas. Mas afinal, o que quer o avatar – o homem-deus?

     Parte do objetivo da suposta conspiração será atingido, pois o mundo inevitavelmente caminha para um ecumenismo. A divisão religiosa será tanta que fortalecerá alguma coisa que as reúna numa trajetória determinada. Mesma coisa na política. Alguém poderá deduzir que esse algo é a globalização. A globalização é o pilar, o edifício por enquanto é o enigma.

     Ainda que para você tudo isso não passe de Fantasia, existe um fundo bem real. E nesse fundo real, funde-se o bem com o mal, que para muitas pessoas, é relativo ou subjetivo. Se quem tem o controle tem o poder, analisemos o que é o controle e o que é o poder. Temos ótimas interpretações bíblicas para o que está ocorrendo. Mas cuidado com elas! Quer você creia ou não, nossa história é de fato sem fim.

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