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percorrendo o labirinto do sexo

A vida sexual faz parte do ser humano quer queira quer não. Abstinência de sexo é algo questionável, e a mais “santa” das criaturas de alguma forma, em algum momento da vida, experimentará seus segredos. Abundam livros e teses sobre o tema, e ele nunca se esgota. A humanidade atravessou o período instintivo ou animalesco, mergulhou na era da vergonha e dos tabus, e agora experimenta uma mistura de conceitos e pré-conceitos interagindo de uma maneira curiosa com o liberalismo.

São inúmeros corredores dentro desse labirinto, e percorreremos apenas alguns que creio serem pouco observados. O primeiro deles refere-se a amor e sexo. Dupla que está na língua do povo, no entanto poucos sabem lidar com ela. Amor e sexo se complementam, mas não é obrigatório o sexo em todos os casos que envolvem uma relação de amor. O amor sobrevive sem o sexo, já o sexo não sobrevive sem amor. O sexo pelo sexo alimenta uma satisfação carnal, independente da satisfação espiritual. Mestres e supostos mestres de espiritualidades exóticas e poetas que atravessaram séculos, sempre bateram na tecla das veredas do amor platônico calcado numa beleza estética perfeita, na virgem inalcançável à espera do varão, do êxtase carnal e mental como prova do amor infinito e perfeito. No entanto, o “sexo dos anjos” continua sendo mistério. Alguns poetas ficam bobos, “viajam na maionese” idolatrando musas angelicais e ao mesmo tempo sedentas pelo prazer. Afinal, o amor é algo tão próximo do alcance de qualquer mortal? Uma excelente relação sexual, o orgasmo e a passividade de um dos dois não significa uma prova de amor. Prova normalmente cobrada. É comum ouvirmos: “você ainda não provou que me ama”. Como as pessoas estão distantes da realidade! O sexo está fácil, por mais que raras pessoas se rendam à vergonha ou aos obstáculos ligados a algum trauma, o sexo sempre esteve ao alcance, pois também pode ser “curtido” sozinho ou com fantasias mentais, objetos e até animais. Por mais ridículo e bizarro que seja, o ser humano se entrega a estranhas formas de prazer, e não consegue encontrar o caminho do amor. O sexo, obsessivo ou banalizado, ofusca o amor. Dessa forma, raros são aqueles que conseguem encontrar a vereda da comunhão amor e sexo, ainda mais neste momento que a humanidade atravessa, da superexposição na internet e os constantes apelos. Muitos praticam sexo. Poucos conseguem descobrir o verdadeiro amor. Não é quantidade e forma de sexo que traz o amor. É preciso descobrir antes o amor e o ato sexual será consequência dele. Ou não necessariamente, pois a existência do amor nem sempre implica em relação sexual.

Chegando neste ponto, já coincide com outro caminho a ser percorrido neste artigo. A sexualidade e supostas opções. A prática do sexo sempre esteve ligada a orgulhos. O orgulho do macho, varão, “espada”, ativo. O dominador do “sexo frágil”. Até que veio o movimento feminista para ter voz à altura dos machistas. E bem no estilo guerra dos sexos, mais uma vez a sociedade mergulhou num emaranhado de conflitos de natureza sexual. Com o amor distante e o sexo à flor da pele, logo saíram do armário os demais adeptos das muitas variantes do sexo: homossexuais, bissexuais, transexuais, etc. E hoje temos o “orgulho de ser hetero”, “orgulho gay”, muito debate e polêmica e nada de concreto que signifique pacificação e cada um na sua. Pelo contrário, acima dos simples direitos, reivindicam-se privilégios como compensação. E acirra a disputa pelo espaço. Toda essa polêmica seria encerrada se o ser humano tivesse olhos para o óbvio. Tanto de um lado como de outro, existe limitação e fundamento, mas isto ninguém gosta de admitir, pois se é guerra, nenhum dos lados quer admitir fraqueza; “eu estou certo e o outro está errado”. Eis o óbvio: toda relação sexual entre iguais pode gerar prazer, mas nunca se completa no âmbito carnal. São sexos iguais e nunca serão completados pela limitação da natureza palpável. Desagradável aos homossexuais mas é fato. Por outro lado, a relação entre iguais pode se completar no âmbito espiritual. Ora, a atração entre pessoas não se resume a atração sexual! As pessoas se ligam por identificações nem sempre visíveis e fáceis de compreender. Logo, se duas pessoas se identificaram, e são do mesmo sexo, o que as impede de se unirem e levarem uma vida junto, visando crescimento profissional e espiritual? E se essa relação virar amor, que lei proíbe o amor que é a maior das leis? O sexo é um detalhe, responsável pela continuidade da raça humana, no entanto, seria irracional que todas as criaturas que nascessem se reproduzissem, o planeta ficaria superpovoado e viraria o caos. A própria natureza se encarrega de limitar, é o homem que não gosta de limites! Portanto, este é o ponto que desagrada aos defensores radicais da heterossexualidade. A união entre iguais não se completa fisicamente, mas pode se completar espiritualmente! A não ser que algum cientista prove que espíritos possuem sexo! O cosmo deve estar também superpovoado se espíritos fazem sexo e se multiplicam... (risos).

Em suma, o que gera discórdia e inveja é o sexo em questão. Ninguém acredita que duas pessoas muito próximas, muito amigas ou que estejam de cumplicidade e “paixão” deixem de ter uma relação sexual. Vivendo e aprendendo. Se as pessoas erram, é responsabilidade de cada um. Não importa se a busca é pelo igual ou pelo diferente, o que não gerará discórdia e arrependimento é primeiramente buscar o amor, e não o sexo.

Finalmente, o terceiro e último ponto interessante para reflexão; os valores humanos em decadência pelo desequilíbrio social diante do sexo. De um lado, pessoas que castram personalidade e sentimentos em nome de uma “moral” que é hipócrita e imoral. Do outro, defensores de uma libertinagem total, onde prevalecem os mais fortes e espertos. Existe sim a indústria do sexo, como existe a indústria do tabaco, do álcool, do narcotráfico e da prostituição. A indústria do sexo nem sempre coincide com a da prostituição que conhecemos, esta é uma indústria nova, fortalecida por uma “cultura” do corpo, cantada em palcos improvisados, com danças apelativas e letras ordinárias. Esta indústria vai se fortalecendo graças a falta de cultura de fato, e de espiritualidade. Crianças nem sempre tem sido geradas por amor, mas pelo sexo comercial. A indústria das pensões. E quiçá até das adoções. Como falar de casamento entre amor e sexo se o sexo está virando um dos negócios mais lucrativos no mundo?

Três caminhos expostos para reflexão no labirinto do sexo. Cabe a cada um fazer sua parte para não continuar perdido no labirinto.

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