Boa noite!

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a lei que deu certo

Num país acostumado com o "ôba-ôba", cheio de leis que não são aplicadas, a classe média foi pega de surpresa e se revoltou com a lei anti-fumo, criada pelo governo paulista. Gargalhei lendo as matérias publicadas em jornais, de cidadãos nascidos em berço de ouro, inconformados com o rigor da lei que acabou com o prazer de fumar em mesas de bares e restaurantes.

Confesso que até eu fiquei surpreso com a lei que mexe com um (mau) hábito popular e, justamente por ser impopular, poderia significar perda de votos. O governo (até que enfim) criou coragem. E o mais espantoso que partiu de um governo de direita. As classes altas e médias, que sempre viram o cerceamento da liberdade partindo dos governos de esquerda, não pouparam críticas, e arrumaram todo tipo de argumento para colocar a boca no trombone. Empresários, artistas e articulistas, profissionais liberais...todos urraram afirmando que o governo abriu perigosos precedentes, que depois dela virão outras para tirar a liberdade de escolha do cidadão. "Se o sujeito quer fumar, beber, cheirar...tem todo o direito de fazê-lo"..."O estado não tem o direito de interferir na vida do cidadão..."

Pois bem: a sua liberdade acaba onde começa a minha. O mau hábito não permite que o sujeito enxergue isso. Em ambientes fechados o vício de um indivíduo afeta todos em volta. Com certeza nunca raciocinaram que a fumaça do cigarro em casa prejudica a família inteira. Se existe um governo que interfere na vida de cem por cento da população através de impostos e leis, está certo em promover a educação já que ela não está presente em todas as famílias. Se a liberdade é um direito básico para a vida, não esqueçamos que toda liberdade tem um preço. É uma visão distorcida que o ser humano sempre trouxe da liberdade de fazer o que bem entende e usufruir o quanto quiser. Liberdade de usar água, como se ela nunca fosse acabar, liberdade de explorar a terra, como se ela se recuperasse totalmente depois de explorada. Liberdade de acumular fortuna infinitamente como se você precisasse dela para viver bem.

Todo cidadão crescido em berço de ouro, e depois de cursar os melhores colégios, arrumará infinitos argumentos para justificar seus vícios e estranhas manias. Se arrumam justificativas até para matar, imagina para vícios. Só não admitem que o cidadão das camadas menos favorecidas entenda os tais argumentos.

A lei, que está em vigor há mais de ano, atingiu igualmente todas as camadas. Cumpriu seu papel. Incomodou todos. Nos bares da periferia xingaram o governo. Essa parcela da população ainda não se habituou a utilizar a internet para manifestações, estão engatinhando. Mas do outro lado usaram e abusaram dos recursos virtuais. Praguejaram mas já se habituaram à lei. Passado mais de um ano a poeira baixou. Que venham mais leis semelhantes para botar ordem na casa.


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