Boa noite!

A PIOR DE TODAS AS DOENÇAS

A PIOR DE TODAS AS DOENÇAS

 

     Se você está imaginando câncer, lepra, “AIDS”, esqueça. Por pior que seja uma moléstia física, nada supera uma certa doença “espiritual”. A princípio, podemos denominá-la de inveja. É aquele sentimento de inconformismo com o bem estar do próximo. Aquela comparação ridícula, o que ele veste e o que eu estou vestindo, o carro dele e o meu carro, a casa dela e a minha casa...

     Sobre este assunto posso e devo ir à fundo, pois nunca em minha vida tive esse tipo de sentimento, nunca fui de reparar em roupas alheias e cultivar sentimento de inveja ou ódio por alguém estar financeiramente melhor que eu. Até admito que erro por um outro lado, em certas ocasiões meu sentimento por pessoas que estão muito bem materialmente é de pena. Cheguei a provocar “ira” em certas pessoas e até polêmica ao escrever um comentário na internet que os ricos são dignos de pena. De um certo modo errei, pois transmitiu um generalismo, e nem todos os ricos são dignos de pena. Agora, boa parte, infelizmente, é. São vítimas de olhares invejosos mas também não conseguem se livrar dessa mesma doença, ou seja, invejam o concorrente, o parente e o amigo que também sobe esse degrau no escalão social. O pouco tempo que trabalhei no comércio central em Jundiaí, senti esse clima pesado. A inveja entre comerciantes é uma maldição que assola qualquer centro comercial, em qualquer cidade. Sejam as ruas centrais, de bairro, sejam os tão badalados shoppings centers (há também um artigo especial sobre eles neste site). A máquina legal e indispensável do capitalismo – a concorrência – ou competição, é movida a inveja dos concorrentes. Se as crises e quebradeiras que assolam o mercado frequentemente são consequência da falta de regras (ou respeito às regras), podemos colocar esse sentimento amaldiçoado também como responsável. Basta contar quantos estabelecimentos em sua cidade passam regularmente por defumações, limpeza com incensos, ou possuem espelhos, pimentas e plantas do gênero. Ainda que a pessoa não acredite em “praga de olho gordo”, ela vai se prevenir de alguma forma, pois o mal existe e está presente onde você estiver.

     Eu diria que o ser humano não tem preparo para viver bem em sociedade. O erro começa na educação infantil, a criança é treinada para ser a melhor, quando o certo deveria ser treinar para viver bem. Aqui começa o sentimento de exaltação do ego – “eu devo ser melhor que todos”. Como os extremos estão arraigados na sociedade, existem famílias onde ocorre o contrário. A criança é marcada sentimentalmente com o desprezo – “você é feio, doente, deficiente, burro...”

     A plantinha, quando mal cuidada em seu estágio inicial, cresce mal e afeta todo o canteiro. Isto porque seres humanos podem nascer com deficiência física, mas jamais com deficiência espiritual. Os males espirituais ocorrem depois do nascimento. O que pode ocorrer, é nascer com pré-disposição para tal coisa. Não sou espírita, mas a mediunidade é natural do ser humano, e qualquer religião deve admitir essa realidade, e usará outro nome se preciso. Biblicamente, a mediunidade pode ser definida como dom. A pessoa tem o dom de falar em línguas, o dom de prever um fato antes que ele ocorra, até o dom de curar com o simples uso da energia sutil. A energia que aflora dos seres humanos não é nada restrito ao mundo esotérico, é uma realidade da natureza. E é o mau uso dessa energia, consciente ou inconscientemente, que destrói a vida em sociedade. Por isso a verdadeira autoajuda sempre bate na tecla de conhecer a si mesmo e reconhecer seus dons, se estão sendo bem utilizados ou não. A inveja gera uma energia negativa que atrapalha a vida dos outros mas prejudica principalmente o próprio invejoso. A pessoa que nutre sentimentos negativos para disseminar a discórdia e a desgraça para seu vizinho ou parente, dificilmente admite que futuramente tudo virá em dobro para ela, pois a lei do retorno não falha; ela pode tardar, mas não falha.

     Muitas pessoas não se dão conta de estarem dominadas por esse sentimento negativo. Acham “normal” virar a cara para alguém e justificam “não fui com a cara dessa pessoa”. Na verdade tentam esconder o sentimento de inveja. Só que ninguém engana a si mesmo, nem a uma pessoa esclarecida, e muito menos engana a lei universal (ou Deus).

     A inveja é apenas um dos sintomas dessa doença espiritual, que engloba muito mais coisa. Normalmente os invejosos também possuem preconceitos, narcisismo, orgulho, soberba, etc., pois tal como no organismo do ser, uma doença desencadeia várias outras, vai afetando diversas áreas do corpo.

     Durante a pesquisa sobre hábito da leitura, uma tarefa que tem me proporcionado relação com pessoas de todo tipo, frequentemente me deparo com pessoas doentes de espírito, algumas poderia considerar já mortas. Esses contatos ao mesmo tempo em que me trazem experiências valiosas (e também novas amizades), me desgastam fisicamente e mentalmente, pois como trago boas intenções, a maldade possui recursos para atingir os que promovem o bem. Assim, ao final de um dia de pesquisa, algumas pessoas podem notar que estou “carregado”. É o que ocorre também com atendentes de lojas, caixas e outras atividades que lidam com o público. Você conversa com pessoas positivas, maravilhosas, mas também com pessoas negativas, que consciente ou inconscientemente, te fazem o mal. Pessoas sensíveis geralmente são mais atingidas, e se não tiverem consciência e souberem se defender acabam doentes fisicamente. A maldade espiritual atinge o corpo. Por isso que para muitas “doenças” os remédios não fazem efeito. É doença provocada por maldade espiritual, vinda de fora ou da própria pessoa.  Quando digo isto, não quero provocar alarde, histeria. Existem pessoas obsessivas quanto a esta questão de “energias negativas”. Evitam sair de casa, fazer amizades e frequentar locais do povo para “não se contaminarem”. Pessoas que chegaram a este ponto já sofrem de outro tipo de doença, que pode ser comparada ao “arianismo”. Querem a raça perfeita, e isto alimenta o preconceito. Já tive o desprazer de conhecer pessoas que me afirmaram: “favela é lugar de pessoas negativas, invejosas e que fazem macumbaria”. Quanta ignorância! Pessoas cultas proferem uma “pérola” dessa! É a questão do generalismo, que devemos nos policiar o tempo todo. Da mesma forma que nem todos os ricos enriqueceram na corrupção e são dignos de pena, nem todos os pobres vivem no círculo da inveja e do negativismo. Conheço pessoas formidáveis que moram em favelas, e por sinal, quem me ajudou a resolver um “b.o.” que certo colega me arrumou, foi um ex-morador de favela. A maior diferença entre pobres e ricos, é que cada um se defende com as armas que possui em mãos.

     A maldade espiritual só acabará quando as pessoas aprenderem no início da vida, a amar o próximo. Quando as crianças forem geradas com amor, e não “por acaso” ou para “segurar marido”. Quando as pessoas tiverem a humildade de admitir que precisam da sua ajuda, da ajuda do próximo. E fazer da ajuda a ferramenta para construírem seus próprios sustentos. Com certeza a cura da maldade espiritual irá curar também muitos males físicos. Por mais que aquelas doenças que citei no início sejam tristes, provoquem muita dor e sofrimentos, elas são suportáveis diante da questão espiritual. Cabe aqui uma passagem da vida de Florence Nightingale, uma italiana de família britânica que revolucionou a enfermagem no mundo no século dezenove. Aos quarenta anos de idade, depois de visitar muitos hospitais que eram focos de descaso das autoridades e doenças, ela mesma acabou contraindo doenças e achou que não fosse viver mais que dois ou três anos. No entanto, ela viveu até os noventa! Questão de saúde espiritual, ou em outras palavras, saúde mental. A saúde espiritual dá força ao corpo para superar as doenças físicas. O que mais mata, não são as doenças físicas. São as doenças do preconceito, da inveja, da maldição desejada ao próximo. Se você reconhece que possui essas ou uma dessas doenças espirituais, não adianta ficar peregrinando de igreja em igreja como muitos fazem. Tenha força de vontade. Mude sua vida com atitude; já! Porque é hábito do ser humano (um mau hábito) ficar adiando; “um dia eu consigo...amanhã eu tento...” nessa, a pessoa morre sem ter mudado de vida, pois o amanhã pode ser tarde. É apenas questão de atitude. Quem quer mudar, muda já. Se não tiver controle sobre a própria mente, vai ter controle sobre o quê? Reconheço que é difícil, mas se não houver tentativa, nada muda. Cada minuto, cada hora, cada dia, é para subir os degraus da vida, e não ficar estacionado, assistindo de camarote a ação dos outros. Ficar assistindo televisão, fazendo fofoca na vizinha e passeando pelas lojas e fazendo dívidas, isso sim é atraso de vida e alimenta o sentimento de inveja. Cuide de sua vida e pare de vigiar a dos outros. Comentar problema dos outros não faz você crescer espiritualmente, e sim regredir. Analise problemas dos outros, problemas do mundo, quando você estiver com sua casa (espiritual) em ordem. Se não for assim, continuará levando bofetadas na cara do tipo: “cuide dos seus problemas e deixe que eu resolvo os meus”, ou “não venha me dar lição de moral porque você é pior que eu, maquia seus defeitos”.

     Muitas experiências de vida dolorosas seriam evitadas se as pessoas tirassem alguns minutos por dia em silêncio para meditar, pensar em suas atitudes, fazer uma autorreflexão. Tenham como exemplo os partidos políticos. Nenhum deles admite erros. Nenhum deles faz uma autoanálise, um “mea culpa”. Resultado: os grandes perderam muitos filiados nos últimos anos. Com você, perderá muitas amizades se não fizer uma autorreflexão. E o pior: perderá também sua saúde física.

     Deixe o amor dominar seu ser. Livre-se de qualquer sentimento que seja resquício de inveja. Aprenda a se sentir bem com o sucesso de seu amigo, porque se ele conseguiu, você também pode conseguir. Desde que não guarde um resquício de sentimento negativo. Se o outro empinou o nariz diante de você, encare como um teste, uma provação. Deixe-o, pois é um pobre coitado. Não é você que fará justiça sobre ele, mas a própria vida se encarregará de fazer com que ele colha o que plantou. Siga seu caminho. Os orgulhosos não serão liquidados por sua raiva, mas pelo próprio orgulho deles. Se a lei do retorno não falha, o feitiço também vira contra o feiticeiro. É só questão de tempo. Desmascarar, como citei no outro artigo, nem sempre pede justiça com as próprias mãos. Desmascarar são atitudes honestas e autênticas de sua parte. Faça o que seu concorrente faz de forma criativa, original. Dê exemplos com suas atitudes. Ghandi humilhou o império britânico com uma atitude simples, porém ousada. Então ouse fazer o que os outros não tem coragem de fazer. Tome a iniciativa. Para derrubar um imperador que se impõe num altar de vanglória, talvez não seja necessário um exército. Apenas um gesto ou uma palavra, feitos na hora certa.

 

 

Parceiros













Eu Apoio


Juliano Gaitero


Sebo O Barato da Cultura


Aloysio Roberto Letra
Escritor e Roteirista


Rock Nacional
e Internacional



Soul, Funk, Samba
Rock e Derivados


Em Defesa do Meio
Ambiente e Cidadania