Boa noite!

Untitled Document

NEM PROFETA NEM DOUTOR

     Acompanho o noticiário diário em minha região sobre a onda de assaltos a caixas eletrônicos. O que posso dizer? Eu já esperava por isso, mas... e eles, os “doutores da lei”, que estão ocupando cargos públicos graças a confiança do povo? Foram pegos de surpresa?
     Costumo falar que para reverter uma situação, é preciso antes de tudo admitir o erro, atitude que jamais terão. Portanto, nada mudará. Leio jornais desde a infância, os 11, 12 anos de idade. Cansei de ver projetos, promessas, ideias mirabolantes. Entra governo, sai governo e tudo que fazem é construir presídios e colocar mais polícia nas ruas. Eles investem e nós também somos obrigados a investir em segurança, adquirir cercas elétricas, câmeras, carro blindado... em tempo, o estudante da USP foi morto mesmo com carro blindado, pois logicamente você terá que alguma hora descer dele. Alimentamos a indústria da segurança, que só surgiu porque a sociedade, e principalmente aqueles que têm a obrigação de servir, os servidores municipais, não investem em seres humanos.
     Assisto, com dó, a fuga em massa dos paulistanos, buscando tranquilidade no interior. Até eu pensava assim algum tempo atrás, meu plano era sair de Jundiaí para uma cidade menor. No entanto, através de minhas próprias pesquisas, descobri que não existe “porto seguro”. O crime organizado soube ser mais rápido que o Estado, e se instalou estrategicamente pelas cidades menores. Diz o sábio ditado que “inocentes pagam pelos pecadores”. Grande verdade. Eu não votei em corruptos e incompetentes, mas chegaram lá graças ao uso de determinadas ferramentas, que também estou aprendendo a manusear. Gosto também daquele ditado “coloca um asno numa sala de ouro e ele parecerá menos asno”. Existem muitos asnos ocupando altos cargos. Não são nem um pouco burros ao lidar com as finanças e traçar o caminho que elas devem percorrer. Mas são ignorantes em termos de espiritualidade. Quando chegam lá, se escondem sob as asas de gurus, videntes, feiticeiros, pais de santos e toda sorte de ocultistas... pensam assim estarem bem protegidos, mas se esquecem da lei infalível: a lei do retorno. Tudo o que ganharam aqui, serão cobrados na outra dimensão. Não importa a placa da igreja ou da seita, a cobrança virá quer queira, quer não. Recentemente li algo sobre satanismo. Não me deixo envolver por emoções, coisa que pertence ao meu passado. Tenho os pés no chão. Não duvido de nada, um sujeito acima de qualquer suspeita é capaz de qualquer coisa para ganhar poder. Tanto do lado de cá da lei como do lado de lá. Os fatos não negam. Alagoas, PC Farias, morto, levando para o túmulo parte de sua trajetória nos altos escalões do Estado. Fernando Collor, até que ponto vilão ou vítima... enquanto os mistérios nos bastidores políticos continuam, o Estado adoece na miséria, na educação pública mostrada repetidamente na mídia, na violência na capital. Jovens continuam migrando do interior para o Sudeste, em minha cidade mesmo conheço vários. A pergunta que não quer calar: qual a diferença entre estes políticos e aqueles que prometem combater, os “fora da lei”? Como combater aquilo que eles cometem nos bastidores? Por isso falei em “espiritualidade”. Quando nossos olhos se abrirem para a verdade acerca do Supremo – Deus – ou o nome que você preferir, o impacto será extraordinário. Para a força que tudo comanda, não há diferença entre criminoso tipo “Pablo Escobar” e um de nossos políticos clássicos. “Maníaco do parque” e outros maníacos como o figurão do FMI que atualmente está na mídia. Nossa visão social não é a mesma visão do lado de lá. Sobrenomes, cargos e conta bancária de nada valem perante a justiça universal. Se cada um de nós aqui tivesse essa consciência, começaríamos a mudar nossa maneira de pensar e agir. E o principal: pararíamos de insistir nos erros.
     Assaltos a chácaras, condomínios, caixas eletrônicos, latrocínio... chegamos ao ano de 2011 carregando os velhos problemas porque nós como cidadãos vivemos esperando do poder público, que não admite seus erros. E não é necessário ser profeta nem doutor para concluir que a tendência de tudo isso que estamos vendo, é aumentar. Daqui cinco anos, se você reler este artigo, dirá se eu tinha ou não razão.

Parceiros













Eu Apoio


Juliano Gaitero


Sebo O Barato da Cultura


Aloysio Roberto Letra
Escritor e Roteirista


Rock Nacional
e Internacional



Soul, Funk, Samba
Rock e Derivados


Em Defesa do Meio
Ambiente e Cidadania