Boa noite!

Untitled Document
reflexÕes sobre a morte

Eis um assunto que ninguém ou poucos gostam de ler e refletir. A morte, inevitável, nos assombra a todo instante. Ninguém sabe a hora, pois estamos sujeitos às chamadas “fatalidades”. Embora eu creia totalmente que nada acontece por acaso e mesmo as desgraças ou provações tem um porquê, a surpresa de cada indivíduo é muito comum. Raros são os que pressentem a chegada dela.

Independente de pressentir ou não, todo ser humano deveria viver 24 horas ao dia somente com algo em mente: servir ao mundo que habitamos. Se nascemos, um propósito há. Não é mero povoamento da Terra, procriação como os animais fazem para manter a espécie. No reino animal e vegetal, o propósito das espécies é manter o equilíbrio da vida no planeta. Uma espécie mantém a outra, e o todo forma o cinturão de vida. Logo, o planeta vivo depende desses laços. O ser humano compõe essa teia, mas possui um diferencial, que é o raciocínio para criar e transformar. Assim, a espécie humana tem em suas mãos a chave para manter, melhorar ou destruir.

Associar a morte à destruição é algo comum na sociedade. Fala-se em tragédia, inevitavelmente associamos à morte. “Graças a Deus não morreu”. “Superou a morte”. “Escapou da morte”. Mas a hora que ela vem, o julgamento é feito: “Era uma pessoa boa”. “Morte estúpida”. “Fará falta”. “Não fará falta”. “Justiça foi feita”. “Pagou pelo que cometeu”. Conscientes ou inconscientes, os julgamentos ocorrem e atire a primeira pedra quem nunca julgou em pensamentos ou palavras.

A morte é o único mistério do qual o ser humano está longe de desvendar, e ninguém sabe se um dia o homem terá a chave desse segredo em suas mãos. Se ninguém é dono da vida, nem da morte. Não somos donos de nossos filhos e netos, porque cabe a eles servir ao mundo que habitam. São nossos parentes, educamos e damos todo nosso suporte material e espiritual a eles. Amamos como a nós mesmos. Mas aquelas vidas tem um propósito no mundo. Descobrirão a vida profissional que lhes atrai e servirão ao próximo, não somente a nós pais, tios, etc. Assim como não decidimos a vida que eles desejam ter, também não decidimos até quando viverão. Cada um traz uma bagagem espiritual própria, uma missão diferente. Cumprida a missão, vem a partida. Partida que faz todos em volta sofrer, sentir falta. Mas é assim o mundo, constante renovação. Independente de se crer ou não em reencarnação, a renovação ocorre de alguma forma. Se é renovação, não pode ser fim total ou desgraça. Mesmo na Bíblia, a palavra morte é associada a temor, sombras, mistério. E isso não é desgraça. O mistério que envolve a morte é feito para que em vida, cada indivíduo produza o máximo de si. Mas não da forma apregoada pela libertinagem; gozar os prazeres da carne que ficará. Saciar somente o que o corpo pede é um atraso em termo de evolução espiritual. Não significa que devamos abandonar todos os prazeres e ilusões materiais e nos recolhermos a uma clausura. Sem radicalismos. A vida material nos ensina, e serve como um empurrão para olharmos além. O sofrimento fortalece, e a dúvida nos leva a sermos observadores dos detalhes que passam despercebidos.

O nascimento e a morte são as portas que não se abrem porque fechadas elas abrem as demais, que estão entre um extremo e outro. Nascimento e morte correspondem à missão e etapas de vida de cada ser. Sinalizam as fronteiras e não levam o ser divino a se divinizar, pois o plano terreno é apenas uma escola, onde ao mesmo tempo aprendemos, exercemos o aprendizado e ensinamos. Os mestres aqui não são deuses, pois são mestres e alunos. Compreendendo esses propósitos da vida, a morte não assustará tanto.


Parceiros













Eu Apoio


Juliano Gaitero


Sebo O Barato da Cultura


Aloysio Roberto Letra
Escritor e Roteirista


Rock Nacional
e Internacional



Soul, Funk, Samba
Rock e Derivados


Em Defesa do Meio
Ambiente e Cidadania