Boa noite!

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"SANTA" SANTA CATARINA

     Nada de discriminação às regiões Norte e Nordeste do Brasil. O artigo também não quer fazer uma simples comparação, mas questionar o fato: o Sul do Brasil, mais propriamente o estado de Santa Catarina, tem algo a nos ensinar.
     As estatísticas não mudam. O Brasil segue sua marcha como país em desenvolvimento, amargando os erros que os oportunistas de plantão fazem à sociedade. São Paulo continua como a locomotiva, mas chora pelos seus filhos perdidos nas drogas enquanto as cadeias e penitenciárias incham. As setas da migração continuam saindo do Nordeste em direção ao Sudeste e Norte. Sim, o Sul também ajudou a “colonização” do Norte. Mas há algo de bom em segredo na “Dinamarca” brasileira.
     Curitiba é cidade modelo. Transporte, meio ambiente, qualidade de vida. Embora muita fumaça tenha surgido no meio político paranaense nos últimos anos, Curitiba permanece fiel, íntegra aos seus padrões comportamentais. Lá no extremo sul, Porto Alegre também teve seus momentos de glória. Mas e a discreta Santa Catarina, que não figura tanto nos jornais daqui? Talvez justamente por isso esteja ali, quietinha, sem querer inchamento urbano ao custo de mão de obra barata. Se faz cara feia aos migrantes, tem o lado positivo e o negativo. Ela cuida bem de seus moradores, o que outros estados talvez não tenham habilidade ou vontade política para fazer.
     Estive por diversas vezes em Santa Catarina. O paraíso não é perfeito, tem sim seus problemas, mas é enorme a distância que separa seus pobres dos demais do país. Mesma coisa nas estatísticas de criminalidade. Talvez nem precisasse recorrer às estatísticas, basta olhar as cidades do interior, com residências sem muros e todo aquele aparato de segurança que desgraçadamente nos acostumamos aqui no sudeste. Joinville e Florianópolis, as duas maiores cidades, não chegam a possuir todo esse privilégio das cidades menores, mas ambas registram qualidade de vida que outras capitais lutam para alcançar. Qual seria o segredo?
     Desconheço as figuras políticas locais, no entanto tudo começa com o governo, o primeiro educador social. Se não há santos, também não houve escândalos como no Paraná e Rio Grande do Sul, com o caso da política tucana em recente episódio. Ressalva: Santa Catarina tem sim uma santa; Madre Paulina. Se a religiosidade local (maioria católica) tem algo a ver, é para se estudar. O aspecto cultural sempre é o que fala mais alto na qualidade de vida. Educação e cultura vêm do governo e da família. Se o governo manteve um equilíbrio administrativo, a estrutura familiar consequentemente manteve bases sólidas. E isso reflete em todos os setores. Sua economia vai bem. Ninguém precisa recorrer à capital para “mudar de vida”. A capital é procurada sim para turismo, quem nunca se deixou seduzir pela Praia da Joaquina, Canasvieiras, Ingleses...? Mais ao norte, Balneário do Camboriú traz nossos hermanos argentinos. Turismo sem danos ao meio ambiente é bastante válido. E em questão ambiental, Santa Catarina sempre foi exemplo, mas é hora de tomar cuidado. A mata atlântica local está na mira de especuladores, e recentemente o estado fez vista grossa ao desmatamento, que pode ser notado em vários pontos da BR 101. Santa Catarina não precisa destruir sua última reserva de mata, todo o centro e oeste do estado são áreas de reflorestamento.
     Ganância é o pecado que destruiu as matas brasileiras e levou milhares de vidas ao encarceramento ou a morte. Esse pecado ronda as matas catarinenses, mas seu reflexo ainda não é sentido nas cidades. Não é um estado de ricos, não possui o padrão de vida de “uma Suécia”, mas vive-se bem sem a ganância do enriquecimento, da ostentação. Percorrendo suas cidades, veremos construções simples, autênticas casas de madeira, mas longe da classificação de favelas. São casas de madeira com todo o conforto e higiene. Em determinados bairros encontraremos a classe média e até a classe alta, mas sem ostentação e medo. Como falei, tudo questão cultural. Que o exemplo de Madre Paulina continue inspirando a nova geração.  

    
Tiremos lições de Santa Catarina. Estudemos seu comportamento social. Façamos intercâmbio. Temos muito o que aprender com os catarinenses. Enquanto ainda podemos colocar fé no poder público local.

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