Boa noite!

SEGURANÇA PÚBLICA

SEGURANÇA PÚBLICA

 

     Por que estudei a questão da segurança pública de 2005 para cá?

     Devido a uma pergunta que vem me perseguindo desde a adolescência: “você não tem medo de andar sozinho por aí, por lugares que não conhece?”

     A pergunta, repetida dezenas de vezes por parentes e amigos, serviu como estímulo para buscar respostas sobre a fobia social em relação ao desconhecido.

     Os fatores que desencadeiam esse medo são muitos, agora a origem dos problemas relacionados à criminalidade e à violência é um só: a desestrutura da sociedade.

     Observemos a natureza, os animais. Existe uma sincronia na sociedade que eles vivem, um equilíbrio. Na sociedade humana inexiste o equilíbrio, isso é histórico.

     É possível aceitar as diferenças culturais e religiosas, mas essa proeza nunca foi alcançada. É possível acabar com a miséria e a pobreza, atingindo um padrão de vida satisfatório para todos. Outro objetivo nunca alcançado, e já visto como utopia para muitos.

     Todo ato violento teve como ponto de partida um ato violento ou de omissão. O segredo portanto, é evitar o primeiro ato, o fator traumatizante. Se não for possível, começar então o tratamento o mais cedo possível. Aí vem a questão: que tratamento? Como? Por quem e para quem?

     Se a sociedade, reflexo de um governo, é responsável pelo surgimento de tais conflitos, é sua obrigação estudar e encontrar uma maneira de atacar o problema na raiz. Se existe a justiça gratuita para punir, deve existir o profissional que atue na prevenção. Peguei a justiça gratuita apenas como comparação distante, afinal, nas entrelinhas ela não é gratuita e traz na bagagem um rótulo dos ranços da ditadura militar de direita, o “atestado de pobreza” – coisa que já deveria ter sido extinta há muito tempo.

     Lamentavelmente os debates feitos em cima da questão da segurança pública não conseguem sair do círculo vicioso: mais polícia, mais vigilância particular. Ninguém percebe que o sonho utópico é colocar um policial em cada esquina e câmeras vigiando 100% da cidade. E a zona rural? E as rodovias? E os postos de parada das rodovias? E as estradas vicinais? As praias? Os rios? A violência não tem lugar certo para acontecer. Por isso insisto que o ponto de partida é trabalhar o lado social, que é justamente aquilo que todos fogem, organizações e poder público. Caridade não resolve, muito menos atitudes paternalistas e assistencialistas. A saída é criar de fato uma sociedade em harmonia, equilíbrio. Um cooperativismo no sentido exato da palavra – cooperação. E para que isto ocorra, temos que vencer a primeira grande barreira; o medo do próximo. O medo de sair de casa. O medo do diferente, do desconhecido. E sobretudo,  o medo da comunicação, de falar em público.

     Formação de grupos organizados para exercício da cidadania. Esse é o primeiro passo para começar a fazer algo com base sólida para trabalhar a questão da segurança pública.

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