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sombras ditatoriais do sÉculo xxi

Quando todos pensavam que o fim da "guerra fria", com a derrubada do muro de Berlim e a abertura da Rússia ao mundo sepultaria de vez aquele "trololó" entre capitalistas e comunistas, eis que estamos de volta com a velha novela. As últimas eleições em Jundiaí acordaram conservadores, retrógrados, filhos da elite ou uma pseudo-elite que hibernavam em seus delírios americanizados, sonhando com o "american way of life". Jundiaí parecia ter retrocedido à década de 60, faltou pouco para assistirmos a uma "marcha das famílias com Deus", contra a ameaça comunista que pairava sobre a cidade. Nem a pouca adesão a tais protestos fez o time dos anti-comunistas enxergar que estavam sendo ridículos. E a resposta veio nas urnas: saiu o PSDB, entrou o PCdoB no comando da oitava economia paulista. Mais uma cidade brasileira opta pela esquerda, mostrando que ou o capitalismo muda sua forma de fazer políticas públicas ou seu fim será mais doloroso que o fim do suposto comunismo.

O orgulho e o narcisismo de ambos os lados é o grande empecilho para chegarmos a uma política ideal. Defensores do capitalismo (os democráticos como gostam de se autorrotular) não admitem erros e necessidade de mudar. E do lado vermelho, muitos apostam no marxismo ao pé da letra ou métodos antiquados que nunca funcionaram (e nem funcionarão) para promover a igualdade social. Pior ainda aqueles que levantam as bandeiras vermelhas mas querem privilegiar empresários em troca da capitalização do partido e usufruir do bom e do melhor que todo bom capitalista sempre gozou.

As sombras ditatoriais ameaçam nosso país (e talvez o mundo). O ponto de equilíbrio, buscando o que ambos os lados tem de bom, soa como utopia. Nisso, os radicais de ambos os lados se armam e, uma vez no poder, manipulam veículos de comunicações e tentam calar a boca daqueles que cobram ou questionam algo. Este artigo é um alerta à população. Precisamos enxergar e compreender que nenhum radical está com a razão. Que extremistas de esquerda estão fora da realidade e que os extremistas de direita são retrógrados e burros, porque jamais um sistema político conseguirá barrar liberdades conquistadas com a tecnologia atual que dispomos, num país da dimensão do nosso. Nenhum comunista conseguirá fechar nossas igrejas, tanto pela questão da fé embutida no nosso povo, como pela questão das novas igrejas serem empresas, sustentarem milhares de famílias no país. Chegamos num ponto que não haverá retorno. O único caminho seria promover mudanças parciais na relação entre governos e empresas, uma disciplina, porque controle é inviável. Num socialismo de fato, o controle seria o correto, para acabar de vez com o surgimento de monopólios. Mas isto já é quase impossível no patamar que a sociedade está, então o caminho é a disciplina. Regras rígidas e punição severa em casos de corrupção. O câncer do capitalismo é a corrupção, doença que também está infiltrada em 99% de nossos governos de esquerda.

A ditadura capitalista é amenizada com a diversão, o patrocínio de artistas de qualidade duvidosa, as "drogas lícitas" e também as ilícitas. Governos de direita nunca investem no "cortar o mal pela raiz", somente na repressão ao comércio. Talvez o ideal deles seja assumir o comando da produção das drogas ilícitas para evitar que o dinheiro seja aplicado no combate ao seu sistema político, ou seja, pelos seus opositores. O pretexto é que "combater o mal na raiz interfere na liberdade do indivíduo". Logo, quem quer se matar, tem todo o direito de se matar. Detalhe: desde que o suicida não atrapalhe o caminho de alguém que carrega sobrenome de peso. Enquanto o suicida está atrapalhando pessoas simples, do povo, não tem problema nenhum. Dizem que são casos isolados. Basta a água bater no traseiro de um deles que aí a coisa muda de figura. A política de direita sempre foi e continua sendo uma política de tratamento diferenciado. A tal da política de inclusão é uma forma de induzir o cidadão das camadas menos favorecidas para o lado deles. E controlá-los. Nada mais que isso. O que o mundo precisa é de uma política de humanização, fazendo as pessoas serem menos consumistas e mais cooperativistas. E isso os direitistas não admitem, dizem que é visão característica dos esquerdistas. No impasse e na intolerância de ambos os lados, as sombras ditatoriais de um e de outro continuam nos ameaçando.


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