Boa noite!

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SÃO PAULO, TERRA DA GAROA

     Amar uma cidade não é cantar e enxergar somente suas belezas. Amar é lutar para mudar o que pode e deve ser mudado. Amar é transformar, e não fazer vista grossa. Durante minha adolescência e juventude, cansei de ver pessoas elogiando pessoas, bairros e cidades. Falavam como se fulano ou lugar fossem a perfeição. Entendo os bairrismos e a conveniência da bajulação. Porém prefiro a lógica dos fatos – a realidade. Tudo o que gosto, amo e aprecio, é tão imperfeito como eu. Amo e defendo a natureza, que não é perfeita. Gosto da cidade onde nasci, que tem suas belezas e imperfeições. Tem um povo bom, bonito e orgulhoso até demais. Política? Bom, é melhor deixar pra lá. Quem tem olhos, que enxergue. Mas se minha cidade é Jundiaí, minha irmã é São Paulo, a terra da garoa, que tanta inspiração me trouxe e possuo já duas obras que se passam lá. Em breve virá a terceira.
     Falar sobre São Paulo dá prazer. Mesmo seus problemas terminam por fascinar bajuladores ou inimigos. Tudo por virar conto, crônica ou filme. A velha São Paulo dos bondes ou a moderna com seu metrô. Tudo extrapola os limites, números exagerados, dos usuários de crack ao número de milionários. Número de pessoas, ônibus, automóveis e também dos milhões desviados. Ex-prefeitos polêmicos. Mistérios. Treze almas do Joelma. Antoninho Marmo. Cena de sangue no bar da Avenida São João. Noites que fascinam e ensinam a vencer o medo. Medo do escuro, do desconhecido, do trânsito, dos assaltos e chacinas. São Paulo é para os fortes. É preciso ser forte para amá-la e acreditar que pode ser transformada para melhor. Quem ama, arrisca a vida pelo seu amor. Quem ama, vence desafios. Não é necessário tentar desvendar mistérios, pois os mistérios o tempo se encarrega de desvendar na hora certa. É preciso se preparar para receber revelações. Correr riscos faz parte da vida, e a capital ensina as jogadas. Superar o olhar de medo da classe média e o olhar desafiador da periferia. Não se perder nas milhares de ruas. Não se estressar nos quilômetros de congestionamento. Identificar os melhores e os piores lugares para se alimentar. Descobrir o amor verdadeiro. Por todos os obstáculos vencidos, São Paulo continuará eternamente guardando segredos, do passado, do presente...e segredos do futuro. Enquanto houver garoa, São Paulo não perdeu sua identidade. É ela, legítima, caso de amor ou de ódio, não importa. O fascínio é o mesmo para todos.

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