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OS TOMBOS DOS GIGANTES

OS TOMBOS DOS GIGANTES

 

 

     O mundo tem “se assustado” nos últimos anos com o despreparo (ou fragilidade) das nações do chamado “primeiro mundo” diante de acidentes de grandes proporções ou tragédias produzidas pelo clima. Prova de que a imagem transmitida ao mundo não passa de mera imagem, a realidade é outra.

     Primeiro foi Nova Orleans, o furacão Katryna mostrou que o antigo governo, que demonstrava claramente sua antipatia pelas questões ambientais, não deu a devida atenção àquela região do país, historicamente vulnerável às tormentas climáticas do Caribe. Agora foi a vez do Japão, a potência oriental, revelar que toda a tecnologia empregada nos edifícios para suportar os terremotos foi pouco. Que a verdade seja dita; na maioria dos países (incluindo nosso Brasil), os políticos investem maciçamente nas grandes metrópoles, ignorando que as áreas menos habitadas não são desabitadas, também possuem gente como a gente. É claro que tragédias em grandes centros urbanos ceifam vidas com mais impetuosidade (basta lembrar o ataque fulminante das torres gêmeas em 2011, numa área pequena, um número gigante de mortes). As autoridades tem toda razão em preparar de acordo os grandes centros urbanos. Mas nem por isso podem alegar falta de verba para proteger as cidades menores, áreas com menos densidade populacional. Tragédias em áreas distantes dos grandes centros urbanos atingirão tais centros com o passar do tempo. Questão de horas, dias ou meses. Os reflexos são sentidos na migração, na transmissão de doenças, e consequentemente, na economia nacional. Tratamento diferenciado é um erro grosseiro que 99% dos políticos cometem. O outro grande erro: investem maciçamente na área militar e serviços secretos, como se o maior perigo para o cidadão de seus países fosse um tal inimigo opositor. A velha guerra ideológica que não trouxe evolução espiritual ou solução para os problemas sociais que todos os países têm. Enquanto os governos gastam mais da metade do tempo em estratégias de seus partidos para fazer a opinião pública, deixam de ir a campo conhecer in loco a realidade do povo, das cidades e resolver problemas essenciais. Mais cedo ou mais tarde, todos pagam pelo erro. Lá no extremo oriente, a morte não veio pela inimiga Coréia do Norte, e sim pelo mar. Enquanto todos os olhos se voltavam para o país “comunista”, deixaram de olhar para o perigo das tsunamis. Onde estavam os técnicos durante todos esses anos para avaliar as barreiras em torno das cidades, das usinas? Onde estavam os agentes ambientais? Bom, pelos fiascos nas últimas reuniões sobre o clima, a decepção do protocolo de Kyoto, tudo o que está ocorrendo foi perfeitamente previsível.

     O terrorismo é uma realidade. Os extremistas (tanto de esquerda como de direita) são realidade. As ameaças terroristas assombram o mundo. Mas tudo isso pode ser resolvido sem gastar milhões, bilhões de dólares. Questões ideológicas podem ser resolvidas no diálogo. Através de reuniões. Já a questão ambiental necessita de mudança de hábitos e investimentos. Investimentos que estão chegando muito tarde. O tombo dos gigantes não virá através das temidas “ameaças vermelhas”. Virá pelas catástrofes climáticas. Isto não é visão pessimista ou apocalíptica. São fatos. Realidade.

    

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