Boa noite!

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violÊncia ampla, geral e irrestrita

As pessoas da geração X devem se lembrar de uma expressão semelhante, referindo-se a tal abertura democrática. Questiono essa democracia, já que a liberdade é vigiada por câmeras com o pretexto de "segurança" e o dinheiro não está nas mãos da maioria, que afirma ser impossível viver sem dinheiro.

Nem a polêmica e assustadora onda "new age" que deu o que falar vinte anos atrás, conseguiu levar a massa intelectual da classe média para a espiritualidade plena em comunhão com a natureza, longe dos hambúrgueres e da moda. Embora eu desconfie das pretensões do movimento aquariano, os centenas (ou milhares) de grupos radicais que pregam o desapego aos bens materiais sequer fizeram cócegas na economia mundial. A quebra financeira no mercado é consequência da corrupção e da falta de controle técnico – ou em outras palavras – falta de competência, já que o fortalecimento das legendas passou a ser prioridade em detrimento da qualidade de vida da população – entregue aos mandos e desmandos dos empresários e monopólios da vida.

Pois bem. Foi-se o tempo que o pobre era visto com desconfiança pela burguesia. A geração do século XXI não admite ser tratada com dó, caridade. Ser sustentada (intencionalmente) pelas classes privilegiadas com o apoio das velhas igrejas que justificam "dos pobres será o reino dos céus". Balela. Se os comandos políticos de direita entregaram tudo (e arreganharam) para os empresários e a mídia onipresente, todos querem consumir, a qualquer custo. Até os revolucionários de esquerda precisam do "dimdim". A verdade é uma só: não se vive sem dinheiro. E quem não tem, arrisca todas as cartas num plano para tirar de alguém ou faz pactos no ocultismo (Você não acredita? Oh, você não sabe de nada!) Irmandades não visam o bem estar coletivo, e sim do grupo. O mundo tende a formar grupos para se auto-sustentar e conseguir proteção (inclusive jurídica). Sejam igrejas, associações e o escambau. A união faz a força, embora as divisões provoquem cada vez mais a ciumeira e a rixa, produzindo mortes. Aqui em São Paulo surgiu um grupo forte nas barbas do governo, que evita falar o nome. Quem sabe o crime organizado comece a formar monopólios também, do jeitinho que os defensores da direita gostam, não?

Se a garantia de vida é estar dentro de um grupo, não importa o tamanho que ele seja, nem os riscos a que venha enfrentar. Como dizia, foi-se o tempo que a elite se via ameaçada pelo proletariado e os movimentos de esquerda. Hoje o perigo está também dentro dos condomínios, e a própria classe menos favorecida é vítima de facções nascidas dentro dela mesma e de marmanjos filhinhos de papai que bebem, se drogam, dirigem e saem matando por aí. Se a vigilância pretende ser onipresente (coisa que dificilmente será), a violência é onipresente faz tempo. Sete anos atrás, um colega que mora na maior favela de Jundiaí, me contou sobre um arrastão que sua família sofreu quando fazia churrasco numa chácara aqui na região. Bandidos encapuzados e fortemente armados renderam todos e levaram dinheiro, celulares e tudo mais que puderam. A periferia sabe, em casos assim não adianta reagir. Periferia rouba outra periferia. Ninguém quer saber se a vítima é pobre, trabalhadora e se está dando uma festa com muito custo. Por outro lado, existe um disparate dentro dessa concepção atual de "pobre" e "periferia". Suburbano tem carro, moto, celular, computador e até alguns luxos. Prioridades, como bem estar físico e mental ficam para segundo plano. Se a aparência manda, os crimes não enxergam rótulos. Dentro desse contexto, a "unificação" e a proximidade geram mais violência. Todos têm acesso à tecnologia da investigação. Computador não é segredo para ninguém, só para alguns papais e vovós da geração "baby boomer". Sua casa, se não foi filmada pelo "street view", será. E estará a disposição de qualquer desses grupos que falei.

Não fiquem nervosos, irritados. Também não adianta ignorar. Se estamos aqui, uma tarefa nos foi dada, e com certeza não é ficar como simples assistentes dos fatos.


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