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O que foi este clube?

O Clube Volvo (1981 – 1990) foi uma entidade nos moldes de uma ONG (organização não governamental), com o objetivo de estimular a cultura, o colecionismo e a amizade através da correspondência.

 

HISTÓRICO

 

Falar sobre este clube, é como fazer 40% de minha autobiografia. Eu, George, Escritor Piloto, não tenho planos de fazer uma autobiografia, mas não impediria algum amigo que venha, futuramente, fazer uma biografia a meu respeito. Difícil existir esse amigo, pois, apesar de possuir uma “legião” de colegas (ou amigos), nenhum me conhece profundamente a ponto de estar apto a fazer uma biografia sobre minha pessoa. Sou visto como enigmático até pelos parentes mais próximos. Em suma, ninguém me conhece totalmente.

 

Apesar de toda a vida privativa que preservei até esta data, a popularização de meu trabalho literário num momento em que a internet está ao alcance de todos, cria uma circunstância favorável para uma divulgação desse porte. Enquanto biografia ou autobiografia estão fora de cogitação, coloco para todos aqui exatos dez anos de minha vida, que foram os anos dedicados a um clube que criei para juntar os amigos que possuía na época, e formar novos laços de amizade a partir da cultura, da coleção e do bem comum. Foi justamente o período de minha adolescência e juventude, portanto, uma das melhores fases de minha vida. Impossível falar do jovem George sem associar o nome ao Clube Volvo. Vocês saberão o porquê lendo estas linhas.

 

 

O Clube Volvo foi planejado nos últimos meses do ano de 1981, quando morava no Parque Eloy Chaves – Jundiaí. Nessa ocasião, já havia criado um jornal manual que circulava de mão em mão na escola e entre os moradores do bairro. Por que fiz isto?

 

O Eloy Chaves era um bairro novo e isolado, havia apenas uma mercearia quando mudei para lá e a escola estava em construção. O que fazer num bairro que não havia nada além de ruas e casas? Nem praça havia! Meus amigos de escola estavam distantes quase dez quilômetros. Como já dominava a escrita e era conhecido pelas redações lidas em sala de aula, resolvi criar um informativo ou jornal circular para ser ponte de ligação entre os velhos amigos da escola no centro da cidade e as novas amizades que estava fazendo no bairro. Os vizinhos, primeiros que receberam o jornal, adoraram a novidade, pois passaram a me conhecer melhor, quem eram meus amigos e o que se passava entre a cidade e o bairro. O fato de sempre citar os amigos de ambos os lados, estimulava a curiosidade, até a chegada do momento de se encontrarem, nas festas de aniversário e outros eventos que comecei a realizar. O nome do jornal pode hoje levar as pessoas a acharem que eu era narcisista – “Jornal do George”. Não havia sentimento egoísta, mas sentimento realizador, o de promover a união entre meus amigos, “os amigos do George”, do centro e do bairro. Pelo fato de ser novo no bairro, aplicar o próprio nome ao jornal era conveniente para aumentar o círculo de amizades – “quem é esse George”? Deu tão certo que parentes e amigos de meus amigos queriam ler o jornal e me conhecer. Não era normal um adolescente de 14, 15 anos produzir um jornal totalmente feito a mão, com cores e desenhos. O resultado foi a aproximação com os pais de meus colegas e amigos, que foram se tornando leitores do jornal, que ficou conhecido como “JG”.

 

A aceitação das pessoas e a aproximação, favoreceram a idealização do clube. Só o jornal não bastava, era preciso criar algo, uma “organização”. Nessa época, coincidiu de eu ver o primeiro ônibus com chassi Volvo entrando em Jundiaí, era da empresa Rápido Serrano. Como eu já gostava de veículos de grande porte desde os seis anos de idade (e conhecia todos os chassis e carrocerias), o nome veio a calhar. O nome do clube seria uma homenagem a essa nova montadora que se instalou no país, a Volvo, e que me tornaria “fã”. Adolescente e ingênuo, mal imaginava a repercussão que o nome traria ao clube alguns anos depois.

 

 O ano de 1982 começou já com o clube teoricamente formado, anunciado em grande estilo no jornal. Seria mais um fã clube numa época cheia de fãs clubes de artistas, porém o nome causava muita curiosidade. O nome Volvo era conhecido no mundo dos caminhoneiros e seus filhos, e praticamente desconhecido do público em geral, que a princípio sabia só de marcas de carro e Mercedes / Scania entre caminhões e ônibus. Nesse ano de 1982 eu me matriculei na escola do bairro, nova, e apesar do Eloy II já estar totalmente habitado, o clima de bairro pequeno favoreceu o boca a boca do aluno que produzia o jornal e havia criado um clube. O intercâmbio entre amigos leitores cresceu espetacularmente. Como não havia cópias do jornal, senti o drama da circulação mão a mão. Apesar de alguns amigos irem buscar e trazer o jornal, na maioria das vezes era eu que levava, e a distância do bairro ao centro comprometia bastante meu tempo. No entanto, o que parecia se tornar uma desgastante loucura, acabou me agradando. Peguei gosto pelo vai-vem de ônibus e as constantes visitas aos amigos me tornaram como “membro” da família em alguns casos. Com a formação de um estreito laço de amizade e intimidade, com frequência era convidado a pousar na casa de um ou de outro, principalmente aos finais de semana. A partir dessa relação, a amizade se expandia com demais parentes, tanto que uma das primeiras viagens que fiz com amigos foi à Casa Branca – SP, onde fiquei mais de uma semana no sítio de parentes do colega Paulo Marcondes. Em cada viagem que fazia, levava junto os jornais e a proposta do clube.

 


Mas não era só isso. Por conta própria, entrei no lance da correspondência por cartas, para fazer amizades em todos os pontos do país. Não demorou muito para fazer a arriscada experiência de enviar os jornais (que não havia cópia!) por carta, emprestados, para leitura e devolução. Quando ocorreu o extravio de três originais, fiz a coisa certa; passei a enviar por carta somente cópias.

 


O jornal foi tão marcante no bairro que alguns colegas também criaram seus próprios jornais; o que mais produziu jornal artesanal nos moldes do meu foi um colega de classe, o Cláudio Morales. Como era apaixonado por futebol, 80% de suas matérias eram referentes a esse esporte, diferente do meu, que trazia assuntos diversificados.

 

Até o final do ano de 82, outro fator viria aumentar a repercussão de jornal e clube; um tio me levou à imprensa, que fez matéria sobre o trabalho desenvolvido. Foi um alvoroço na escola ao verem minha foto no jornal. Por causa de usar costeleta, ganhei o primeiro apelido: Elvis Presley. Mas como raramente falavam o segundo nome, com o passar do tempo alguns jovens do bairro que ainda não me conheciam, achavam que meu nome era realmente Elvis. E estranhavam quando viam o jornal “JG”. “Por que não é “Jornal do Elvis”? Só então eu explicava que meu nome não era Elvis.

 

1983 e 1984

 

A formação do clube era constituída basicamente pela organização do trabalho cultural e informativo. Todo trabalho de catalogação e confecção era feito em casa, onde os amigos vinham conhecer e participar. Fazia rodada de jogos culturais entre os amigos da cidade e do bairro, pequenas confraternizações e passeios em grupos pela cidade. Nessa época fiz o primeiro cadastro de nomes de todos os participantes, quase como uma ficha de funcionários de uma empresa, constando nome e endereço completos, data de nascimento, naturalidade e até filiação, pois normalmente eu me tornava amigo dos pais de meus amigos, que gostavam de ler os jornais, por isso, precisava saber o nome deles. Só os telefones que eu possuía numa agenda a parte. Dentre esses nomes, já constavam muitos de correspondência, de várias partes do país. Meu hábito de amizades por correspondência incentivou outros colegas de Jundiaí a entrarem no lance das amizades por carta, além, claro, de minha irmã. A essa altura, já havia feito contato com poetas, chargistas e outros tipos de artistas, e o clube passou a ser realmente cultural.

 

Correspondência, locomoção e produção do jornal, tudo isso tinha um custo. Cheguei a trabalhar nessa época (arrumar os primeiros empregos), mas fiz a experiência da contribuição espontânea aos participantes, tipo: “gostou do jornal? Deixe uma contribuição para que ele cresça”. As pessoas assinavam e deixavam pequenos valores, correspondentes hoje a um, dois reais. Assim, o jornal foi ganhando mais páginas e as viagens foram se estendendo, para fazer mais contatos, divulgação e conhecer pessoalmente aqueles que estavam se correspondendo comigo.

 

 

Entre 1983 e 1984, com o falecimento de uma tia, passei a ter praticamente duas residências, uma no centro e outra no Eloy. Isso facilitou a distribuição do jornal e a divulgação do clube. Outra decisão que contribuiu na expansão de ambos, foi ingressar em comunidades de jovens. A primeira foi no Jardim Guanabara. Dali, parti para outros bairros.

 

1985, a invasão da galera estradeira

 

A publicação do endereço do clube para correspondência numa revista de transportes foi o pontapé para a explosão de associados. Eram cartas novas toda semana, quase todos os dias. Dentre elas, uma da própria montadora, que simpatizou com a homenagem espontânea feita pelo clube. Chegaram os primeiros brindes para distribuição aos sócios, como miniaturas, pôsteres, canetas, revista, etc. Meu quarto ficou com cara de “clube”, a partir daí pensei em como abrir mais espaço para receber os amigos e associados, pois o que eu fazia nos anos anteriores (visitar os associados), agora o negócio havia invertido, era eu que mais recebia visitas, principalmente de fãs de caminhões e ônibus.

 

1986, o clube ganha ares administrativos

 

Ingressei num curso técnico de administração num colégio particular em boa hora. Para organizar um clube que contava com mais de 100 associados, precisava gerenciar pessoas de confiança para levar o trabalho adiante. E os primeiros passos foram dados em reuniões nem sempre feitas em casa, mas em novo espaço obtido; a Casa da Cultura. Como o clube possuía objetivo cultural, conseguimos espaço cedido pela então Coordenadoria de Cultura e Turismo do município.

 

1986 foi um ano que “não parei um minuto”. Cartas, telefonemas, reuniões, viagens, estudo e... o lazer merecido. Mas no próprio lazer, estava com a cabeça no clube. Levava minhas pastas com jornais para todo lugar, até na casa de fliperama onde ia jogar para descontrair. Com os próprios jogadores de “minha máquina”, saíram novas amizades e consequentemente novos associados. E foi nessa casa de fliperama, a mais famosa do centro de Jundiaí, que surgiram minhas amizades que alguns anos depois me levaram para dentro de uma das maiores favelas da cidade, justamente a que me inspirou para escrever o primeiro livro – Marvin. Mas em 1986, ainda não pensava em publicação, e sim na organização plena do clube. Foram criados os cargos de vice-presidente e diretor-executivo. Nomes fortes para um clube que não existia nos trâmites jurídicos, apenas simbolicamente. Mas tudo indicava e caminhava para uma oficialização da entidade, nos moldes de uma ONG. A direção constituída estabeleceu carteirinhas para os associados. Criamos eventos, concursos, viagens em grupo (fomos visitar a montadora Volvo em Curitiba), fizemos excursão ao Museu CMTC na capital paulista, Playcenter, e passeios regionais. Para os associados esportistas, escolhi o colega que naquele ano mais se dedicava ao futebol, o Evandro. Assim, nasceu o ECV – Esporte Clube Volvo – mirim e juvenil. Com camisas da própria montadora, disputamos campeonatos dentro da cidade e fizemos vários amistosos.

 

Com toda essa divulgação do nome do clube, e pelo fato também de ter mudado definitivamente do Eloy Chaves nesse ano, saiu o apelido “Elvis” e entrou o “Mister Volvo”, colocado pelos colegas de coleção. O JG chegava a ter de 20 até 28 páginas, e a participação dos leitores era total. Havia seção de mensagens e uma das mais lidas era a entrevista com associados. Cada edição, um novo personagem era entrevistado. Se alguém diz que sou escritor polêmico, nessa época já escrevia alguns artigos polêmicos.

 

1987, cobranças, mudanças e autoanálise

 



A descentralização do clube em torno de mim me ajudou a ser mais “democrático”. A rápida expansão do clube, junto ao curso de administração, me abriu novos horizontes. Estudando Psicologia, passei a descobrir erros em mim e também identificar aqueles que estavam no clube por conveniência e não levariam a sério.

 

Dois fatores haviam colocado o clube em risco e precisavam ser superados; o primeiro vinha desde o início, eu não tinha visão política de negócios, algo que é impossível trabalhar separadamente. Todo negócio depende da circunstância sócio-política do país. Aquele período do fim do regime militar e início da “democracia” era de muita inflação. Eu não tinha noção da perda do valor de nossa moeda, e a maior falha foi não ter feito uma “poupança” para o clube. O dinheiro guardado em casa desvalorizou, e o clube teve uma perda financeira considerável, inclusive de dinheiro de vendas de pequenas revistas e charges. Nem clube nem autores de tais revistas ganharam. A ingenuidade da adolescência, a falta da visão real da política e da sociedade prejudicaram tudo o que eu havia criado, tanto materialmente quanto espiritualmente. O curso de administração me abriu os olhos, me fez enxergar que o belo mundo das amizades não era aquilo que idealizava, onde todos eram fieis e abertos para o caminho da honestidade.

 

Aí entrava o segundo fator; precisaria “selecionar” os associados que realmente queriam aprender no clube, fazer algo. Havia muitos associados que ao invés da amizade, estavam provocando rixas com outros sócios, havia preconceito de todo tipo, preconceito racial, social, de religião e até de ordem sexual. Senti o drama de lidar com pessoas de todos os tipos que haviam ingressado, e era preciso fazer algo rápido. Das últimas reuniões realizadas na Casa da Cultura, saíram propostas drásticas de mudanças. Nada escapou, até o nome do jornal mudou; em tempo, pois como presidente do clube, meu nome no informativo já transmitia ares de “ditador”. Assim, passou a ser “Jornal do Clube Volvo”. A frequência dos associados jundiaienses nas reuniões serviria para medir o interesse da pessoa, e para os correspondentes, a frequência com que escreviam. Não houve cobrança financeira, e sim cobrança participativa, de levar a sério. Os sócios continuariam contribuindo espontaneamente, com o valor que podiam, mas cobrávamos dedicação, principalmente à proposta cultural. E foi a proposta cultural que provocou certo conflito com os que estavam no clube apenas para colecionar material referente à transportes. Segmentos chegaram a sugerir divisão do clube; um destinado a transportes e outro à cultura. Foi então que alguns, por livre e espontânea vontade, começaram a criar seus próprios clubes ou deixar de participar. Esses que se adiantaram, nem chegaram a saber que o clube não se dividiu em dois, mas em setores ou departamentos. Havia áreas específicas do clube em que o associado poderia atuar, sem haver obrigatoriedade de participar de outra. Dessa forma, um associado que não topava outro, não correria o risco de ver seu “desafeto”. Mas o próprio grupo ligado a área de coleção de fotos – principalmente de ônibus – criava rixa entre eles, por inveja da coleção do outro e outros motivos banais. Cheguei até a ser “acusado”de segurar brindes, de “me privilegiar” por carregar o nome do clube. Ora, um clube precisa de seu próprio acervo, o que seria de um clube se distribuísse tudo o que recebesse? Parecia difícil alguns entenderem que sendo sócios, tudo o que o clube possui está a disposição deles para consulta. Mas “fulano” queria ter posse, ser dono disso ou daquilo. A falta de maturidade de algumas pessoas ficou evidente, e cheguei a citar em artigo no jornal e no histórico do clube; “da posse do nome de um clube criado por eles, teriam tudo aquilo que não conseguiram como sócios”. No entanto, por questão de justiça, deixo claro que foram criados clubes, desde o final da década de 80, que não decorrem de tais atitudes presenciadas no clube, partiram de novatos na área de coleção, que sequer conheceram o Clube Volvo na época. Foram atitudes semelhantes à minha no início, de reunir pessoas com interesses em comum. Na década seguinte, anos 90, surgiram mais clubes, alguns resistiram, outros acabaram, mas todos passaram por dificuldades e problemas causados por um ou outro associado ou “amigo”. Aprendemos, na prática, que lidar com seres humanos é algo muito complexo e exige preparo, psicologia e paciência.

 

1988

 

Ano de muito estudo e reflexão. No clube, já participavam somente aqueles que levavam a sério. Foi o período em que avaliei realmente quem eram os amigos e os jornais traziam muitas matérias sobre o assunto. Mas havia outro desafio; nosso clube não havia sido registrado como entidade apesar de ter recebido proposta, portanto, não estávamos mais recebendo doações. Parte dos que deixaram o clube foi por motivo de trabalho, pois entraram com 15, 16 anos e agora, depois da fase de quartel, trabalhavam e consequentemente o tempo para se dedicar como antes não havia. Inclusive os próprios jogadores do ECV, agora com mais de 18, haviam deixado de jogar. A nova realidade deixou o Clube Volvo com um número bastante reduzido de membros em Jundiaí, o número maior era na correspondência. Dessa forma, me dediquei mais à correspondência que as atividades desenvolvidas na própria cidade. Os jornais, que possuíam mais de 20 páginas, foram encerrados no segundo semestre desse ano porque veio a decisão de publicar um livro.

 

1989, o livro começa a virar realidade

 

Em 1987 cheguei a cogitar numa reunião a intenção de transformar alguma de minhas estórias (que eram muitas as escritas, desde a quinta série ginasial) em livro. Lembro que um dos “colegas” presentes debochou, não acreditou que eu publicasse um livro. Pois era chegada a hora de transformar o sonho em realidade; ainda mais quando alguém me desafia. A produção do livro poderia estimular os colegas que ficaram no clube a focar um objetivo. E o assunto do livro, seria justamente a experiência adquirida nos últimos anos: sociedade. Tudo o que vi e vivi desde que ingressei no curso de administração, a descoberta da “realidade cruel” do mundo político e dos negócios, mais o comportamento dos jovens, presenciado entre os próprios sócios, o preconceito e as desavenças. Mas não seria um conteúdo apenas narrativo, e sim uma novela, como já vinha escrevendo desde os tempos do Conde do Parnaíba e Albertina Fortarel. O confronto, o jovem da classe média com o jovem da periferia. Teria que causar impacto, pois a experiência vivida com o próprio clube, agora unida com a realidade da vida na favela (Jardim Tamoio), formaram o ingrediente certo. Assim, em junho desse ano, nasceu o personagem Marvin.

 

1990, o último evento do Clube Volvo

 

As correspondências prosseguiam normalmente, bem como o andamento do livro e minhas “andanças” por outras cidades. E foi nas andanças pela capital paulista que veio a tarefa de realizar uma exposição sobre desenhos de ônibus. Um funcionário da extinta CMTC, desenhista, sabendo das exposições realizadas pelo clube desde 1985, propôs trazer seus trabalhos para expor em Jundiaí. Realizamos então a mostra “O Ônibus em Perfil” na Casa da Cultura, com o apoio da CCTur e patrocínio da extinta Pimpam Transportes, além do Jornal do Calçadão.

 


A decisão de encerrar as atividades do Clube Volvo marcaram uma nova visão de trabalho daquele ano em diante. Era preciso caminhar sozinho para mostrar aos jovens que é preciso ter atitude. Tínhamos a faca e o queijo nas mãos, porém não dava mais para caminhar juntos com mais teoria que prática. Precisava equilibrar as duas coisas, e isso consegui só dez anos depois.

 

O Clube Volvo permanece na memória dos velhos amigos como uma experiência sem igual. Foram dez anos de aprendizado em grupo, quebrando a cara, superando obstáculos, convivendo com pessoas de todo tipo de cultura, todo tipo de bagagem. Dentro do clube, não surgiram apenas novas amizades, mas até namoro entre sócios e sócias. Enquanto existiu, o clube cumpriu sua tarefa, a de integrar pessoas. Foi encerrado porque a qualidade que eu buscava, a meta a ser atingida, exigia investimentos e técnicas práticas que eu ainda não dominava. Hoje trago uma bagagem com muito mais preparo, e não descarto a possibilidade de reunir as pessoas com quem convivo em algo semelhante num futuro próximo. Não será Clube Volvo, mas um grupo cultural com o objetivo de valorizar a cidadania e os talentos desconhecidos. Dos associados daquela época, como sempre levei as amizades a sério, em torno de 75 a 80% eu continuo mantendo contato regular. É a fidelidade à amizade que faz a diferença. Dez anos que produziram amizades eternas.

 
 
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