Bom dia!

Celso Fonseca Junior

    Final da década de 70. Quinto, sexto, sétimo ano ginasial... meu professor de português na escola central de Jundiaí é Celso Fonseca Júnior, nascido no ano da Revolução Constitucionalista, espírita convicto e apaixonado pelo mundo da aviação. Essa paixão e hobby levaram-no a sair da terra e ganhar os ares já nos anos 50. Formou-se instrutor no Aeroclube de São Paulo. Formado em letras pela Faculdade de Santo Tomás de Aquino, Celso exerceu o magistério de forma marcante. Recordo-me de suas aulas como se fossem hoje. Chamava os alunos pelo sobrenome e promovia a dinâmica na classe, com “chamadas orais” onde os alunos iam a frente fazer interpretação das leituras e também liam suas redações, com posterior votação da classe. Um método que, se fosse realizado por todos os professores de português, teríamos menos jovens envergonhados e sem capacidade para interagir com o público quando ingressam no mercado de trabalho.
Um dos maiores desafios para os recrutadores na seleção de candidatos é encontrar uma pessoa que saiba falar em público, tenha postura e determinação diante de uma plateia. Pois Celso preparava seus alunos muito bem, não apenas na língua portuguesa, onde não deixava passar sequer uma acentuação errada, mas na relação interpessoal. Algumas vezes, dava uma rápida parada na aula para olhar pela janela um avião sobrevoando a cidade. Os alunos sabiam de sua paixão, e admiravam o hobby saudável que levaria o professor, alguns anos depois, a publicar um livro. A novela do “Instrutor de Voo”. Assim, este professor merece ser homenageado. Foi o professor que despertou minha vocação para escritor e palestrante. Em minhas palestras na Associação de Educação do Homem de Amanhã, promovi os “campeonatos de redação”, nos mesmos moldes, colhendo ótimos resultados.
     Mantive contato com o professor Celso até o final da década de 90. Ele foi um dos primeiros a ler meu primeiro livro. Tivemos alguns debates e divergências a respeito do espiritismo, pois tenho opinião crítica e um pé atrás com doutrinas. Mas Celso é um ser humano “raro”, pessoa que não sobe ao altar para se vangloriar por ter este ou aquele conhecimento, característica muito comum a vários espíritas, católicos e evangélicos que conheci. Celso, embora tivesse respostas para muitas de minhas perguntas, sabia (e sabe) o valor da humildade e da paciência.
     Atualmente Celso mora na região de Ribeirão Preto.

 

 

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