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Preconceito que resiste

Por mais que mídia e poder público tenham "se aproximado" das regiões periféricas, o preconceito continua firme. Por mais amizades e namoros que enfrentaram e superaram resistências familiares, o preconceito é real. A imagem da união tem sim suas conveniências, e a principal é a conveniência política.

Urbanizar uma favela, um núcleo de submoradia, é relativamente fácil para uma prefeitura. Asfaltar ruas, colocar ou ampliar linha de ônibus...é fácil e conquista voto, principalmente dos mais velhos. Já a nova geração, e aqueles mais esclarecidos, sabem que não adianta dourar a pílula se a parte interna continua doente.

A vida ensina que superar obstáculos materiais ou conquistar bens materiais, dá prazer momentâneo. Traz uma sensação de felicidade superficial. A plena satisfação pessoal se dá quando o indivíduo está bem consigo e com o mundo a sua volta. É algo recíproco. Conquistar o respeito e o amor próprio é o objetivo de cada cidadão que compõe a sociedade do século XXI. Falar em erradicar a pobreza é um discurso simplista e demagogo. É preciso preparar o ser humano para uma convivência pacífica e de igual para igual, isto sim deveria ser a meta de todos aqueles que se propõe a fazer algo. No entanto, a cada eleição sobem ao "poder" pessoas que não conseguem superar os vícios e os preconceitos arraigados em suas personalidades. Dez anos atrás, uma pessoa que havia disputado eleição e morava num bairro de classe média, vizinho da maior favela da cidade onde resido, cometeu uma grande gafe. Eu, um amigo e minha mãe chegamos a casa dessa pessoa, e quando comentei sobre a bonita visão do núcleo de submoradia naquele local, a pessoa disse mais ou menos assim: "ah, vocês não imaginam o que é ser vizinho desse lugar, a gente ouve aquelas músicas altas, briga, tiro, macumbaria..." Meu amigo depois fez um comentário a parte, que não vou publicar, pois ele morava nesse "lugar de briga, tiro e macumbaria". A pessoa que nos recebeu, que saiu candidata por um partido bastante conhecido como "partido da elite", nunca soube que aquele amigo na ocasião era morador de lá.

Dar preferência aos núcleos de submoradia, "investir no social", basta vontade política. Quero ver é dignidade humana para caminhar nesses núcleos, entrar na casa dos moradores, considerar a amizade de um cidadão do subúrbio. Vencer o preconceito é dar as mãos àquele que vive num círculo social diferente. "Daqueles que mais tem, mais será cobrado" – é o trecho bíblico que mais gosto e aplico. Portanto, avalie o candidato que vai pedir voto em seu bairro não pelas promessas, mas pelo que ele transmite a você. A forma que ele te olha, te cumprimenta. O cara que esconde o preconceito, não é digno de ser votado. Precisa ser autêntico. Ou tem ou não tem preconceito. Meio termo aqui não existe.

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