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A PESQUISA EM JUNDIAÍ

O início

Em junho de 2007, por ocasião do lançamento do mini-livro Segurança Pública e Cidadania, decidi fazer uma pesquisa em alguns bairros para saber o que os moradores acham da segurança pública de um modo geral. Fui descobrindo uma cidade desunida, que não fala a mesma língua, com poucas associações de moradores. Mas predominou o óbvio: a maioria concorda que em termos de segurança não estamos bem. Prova disso o receio dos moradores em atender, falar sobre o assunto... e o interesse despertado pelo livro. Tanto é que este superou a venda dos dois anteriores em pouco tempo.
Diante do assunto delicado - segurança pública - e o ano seguinte ser eleitoral, decidi encerrar logo a pesquisa, os poucos números registrados foram suficientes para comprovar que a sociedade está à beira de um ataque de nervos. Mas apesar do receio das pessoas, o atendimento à pesquisa foi relativamente bom. Assim, já no mês de outubro, idealizei uma nova pesquisa, enfocando a minha área: leitura de livros. Quantas pessoas gostam de ler? quais os assuntos? O jundiaiense conhece os escritores da terra?
Já nos primeiros contatos percebi que o assunto "suave" deixava os moradores à vontade para responder. Resolvi então levar a pesquisa adiante e além dos limites da cidade.

A pesquisa sobre o hábito da leitura: Como foi feita, critérios...

Ao abordar a pessoa, não me apresento como escritor, pois a apresentação antecipada pode interferir nas respostas. O efeito surpresa torna a pesquisa totalmente imparcial.

Não passo necessariamente em todas as ruas de um bairro. Se num bairro com 20 ruas, em 10 delas eu constatar que já deu um número suficiente, eu encerro.

A pesquisa é realizada em vários dias da semana, inclusive finais de semana.

Nas residências fechadas no momento da pesquisa, não há retorno por questão do tempo que se faz necessário disponibilizar para uma pesquisa desse porte. Portanto, só ouço moradores que respondem naquele exato instante. Moradores que pedem para retornar depois, ficam sem responder.

Não aceito respostas por interfone, a não ser em algumas situações excepcionais.

90% dos pesquisados respondem em suas residências. Motivos: em suas casas, os moradores ficam à vontade para responder e conversar sobre o assunto, pois na rua muitas vezes a pessoa está com horário marcado e não há tempo para raciocinar e se lembrar de nomes de escritores. No bairro, constato a realidade sócio-cultural.

10% respondem no comércio, rua e estações rodoviárias. Nesses locais aborda-se pessoas que moram em apartamentos e condomínios onde pesquisadores não tem acesso. Também é possível ouvir moradores de bairros isolados e de difícil acesso, outros municípios e (por que não?) moradores de rua, sem residência fixa. Dessa forma, constituí uma pesquisa extremamente abrangente.

A partir da pesquisa nas residências, traço o perfil econômico do bairro. Não concordo com divisão em classes sociais (rótulos), mas no sistema político que somos submetidos, a classificação A a E deixa explícito ao leitor a realidade do bairro. Em muitas pesquisas e documentários a classificação é usada. Temos então:

CLASSE A > BAIRRO EXCLUSIVO DE CLASSE ALTA
A/B > MISTO DE CLASSE ALTA E MÉDIA/ALTA
B > MÉDIA/ALTA
C > CLASSE MÉDIA
D > MÉDIA/BAIXA
E > BAIXA

Vale lembrar que as classificações referem-se somente ao poder aquisitivo, embora não deva generalizar o bairro. Em muitos deles é possível encontrar dois e até três segmentos econômicos distintos, é o caso da área central da cidade. O poder aquisitivo pode interferir ou não no hábito da leitura, por isso ele é destacado na pesquisa.

Avaliação do Atendimento

O Atendimento do morador reflete o nível de segurança do bairro e revela o aspecto cultural da pessoa. Nem sempre diploma universitário significa excelência em educação. Trago a bagagem do Censo 91 (fui recenseador em 3 bairros totalmente diferentes) e a experiência da recente pesquisa sobre segurança. Na parte sobre curiosidades da pesquisa citarei dois casos no censo e os detalhes desta pesquisa.
As notas do atendimento dos moradores dos bairros aparecem entre parênteses:

Nota

Descrição

(10)

Excelente

bairro onde o escritor foi bem recebido por todos os moradores, que demonstraram interesse e colaboraram totalmente com a pesquisa

(09)

Muito Bom

bairro onde o escritor foi bem recebido pela maioria dos moradores (90%)

(08)

Muito Bom

bem recebido por 70 a 80% dos moradores

(07)

Bom

bem recebido por 60 a 70% dos moradores

(06)

Bom

bem recebido por 50 a 60% dos moradores

(05)

Razoável

bem recebido por 40 a 50% dos moradores

(04)

Razoável

bem recebido por 30 a 40% dos moradores

(02) e (03)

Ruim

bairro onde a maioria não demonstrou interesse em colaborar com a pesquisa

(0) e (01)

Péssimo

bairro onde, numa totalidade de 100% só uma ou duas pessoas responderam a pesquisa (ou nenhuma), não compensando a viagem

Os critérios para se tirar ponto de um bairro são:

- Número de pessoas que insistiram em responder a pesquisa por interfone
- Número de pessoas que se recusaram a responder a pesquisa por qualquer motivo (ou sem motivo)
- Falta de educação no atendimento, ou deboche

Foram elaboradas inicialmente sete perguntas, onde extrai-se: se a pessoa gosta ou não de ler, se lê razoavelmente e o que lê; autores preferidos (se conhece autores), como adquire, se conhece escritores da cidade (quais) e faz-se uma associação entre a preferência musical e a crença professada ao hábito da leitura (sim, isto tem a ver!)

Recentemente incluí a 8ª pergunta, sobre dificuldade para ler por problemas de vista ou analfabetismo, pois vários casos foram constatados durante a pesquisa.
Em nenhum momento outra pessoa fez a pesquisa em meu lugar.

Objetivo da pesquisa

Traçar o perfil literário do cidadão, conforme o lugar onde mora, cultura, religião e preferência musical. Os dados servirão para direcionar os  futuros livros, bem como oferecer estas informações a demais escritores e estudiosos do assunto.

O resultado em Jundiaí

A cidade recebeu bem a pesquisa , as maiores exceções ocorreram nos bairros classe B justamente por conta da INSEGURANÇA, chegando até o cúmulo de prejudicar o andamento da pesquisa. Malota e a parte alta do Jardim Ana Maria, bairros classes A/B, não foram ouvidos. Estes e o Jardim Brasil farei um comentário à parte mais adiante.

Jundiaí é uma cidade que lê bastante, mas não é digna de receber o título de cidade que mais lê. Das 900 pessoas (de 1270) que afirmaram gostar de ler, muitas leem somente jornais ou a bíblia. O hábito de ler livros é menor. Em muitos dos casos, a pessoa até gosta de ler livros mas não lê mais por problemas de vista, fato constatado na população com mais de 50 anos de idade. Também existem analfabetos (me deparei com uns 15) e semi-analfabetos. É importante chamar a atenção do jundiaiense para esse aspecto, principalmente em relação a como essa parcela esquecida da população se orienta quando precisa se locomover de ônibus pela cidade, já que os ônibus não possuem pinturas diferenciadas por região.

Depois de jornais, revistas e bíblia, vem o romance, seguido por poesia e livros de auto-ajuda e literatura espírita. Portanto , o jundiaiense  tem mais preferência por romances do que poesia.

- Total pesquisados: 1.270
- Gostam de ler: 918
- leem pouco / eventualmente: 310
- Não gostam de ler: 42

Adultos e crianças leem com mais frequência, a faixa etária que admitiu ler menos é a que vai dos 14 aos 20 anos (jovens e adolescentes).

Escritores preferidos pelos adultos:
- Paulo Coelho (citado 63 vezes)
- Jorge Amado (46)
- Zíbia Gasparetto (34)
- Machado de Assis (33)
- Sidney Sheldon (30)

Escritores preferidos pelas crianças:
- Maurício de Sousa, Ziraldo e Ruth Rocha.

obs: Muitas crianças lembraram nomes de artistas plásticos e outros, como Pedro Sabiá, sem separar uma arte da outra e se o artista é de Jundiaí ou não.

Entre os jovens não houve uma preferência maior por este ou aquele, os números ficaram mais equilibrados entre Sidney Sheldon, J.K. Rowling, Paulo Coelho e Machado de Assis. Curiosamente, Monteiro Lobato foi mais citado por adultos do que por jovens e crianças.

Literatura espírita foi citada como preferida por 84 jundiaienses (82 adultos e 2 jovens)

Por classe social:
O hábito de leitura cai conforme diminui o poder aquisitivo, principalmente entre os jovens, embora tenha aparecido na pesquisa jovens de classe média que admitiram não gostar de ler ou ler pouco.

Por religião: (número aproximado de pessoas que gostam de ler)
Católicos: 80%
Evangélicos: 60%
Espíritas: 95%
Testemunhas de Jeová - Publicações da Torre de Vigia e Bíblia - 100%, Jornais: 10% e demais literaturas: 2%

Tipo de música preferida pelos que mais gostam de ler: MPB, Rock e Clássica
Tipo de música preferida pelos que citaram não gostar de ler ou eventualmente: Pagode, Rap e Funk.

Escritores jundiaienses citados:
Douglas Tufano - 44 vezes
Elvio Santiago - 24
Sonia Cintra - 14
Maria Cristina Castilho de Andrade - 13
Marcos Cesar Uvinha - 13
Mariazinha Congilio - 11
Olga Mathion - 9
Julia Heimmann - 9
João Carlos José Martinelli - 9
Evandro Fernandes - 8
Mara Ligia - 8
Rita Foelker - 7
Adelino Brandão - 7
Celso de Paula - 6
Valquíria Malagoli, Neizy Cardoso, Geraldo Tomanik e Mauro Vaz de Lima - 5
Pofré, Renata Iacovino, Alexandre Barros e Olga de Brito - 4
Nelson Manzato, Mercedes Cruañes, Marilzes Petroni, José Renato Nalini, Tarcísio Germano de Lemos, Luiz Lima, Fernando Carraro e Ivanira Dadalt - 3
Celso Fonseca Junior, Aguinaldo Barcaro, Márcio Martelli, Luiz Carlos Branco, Lannoy Dorim, Ana Bressan Ferigato, Valderez de Mello, Lúcia Helena, Irene Boa Tega, Jorosil e João Paulo Medina - 2
José Carlos Sabino, Bozzano, José Arnaldo, Cláudio Lucato, Flávia Cunha, Messias Mercadante de Castro, Isaías (Assembléia de Deus), Ezequias Soares, Silas Malafaia, Dr. Malagodi, Eva Fornari, Ana Geromel, Jamil Giacomelli, Max Gehringer, Erazê, James Carlinbanti, Aguinaldo de Bastos, Sandro Vaia, Douglas Mondo, Fábio Rodrigues Mendes, Aparecida Mariano de Barros, Ana Maria Machado, Alexandre Mazalli, Décio Pignatari, Aldo Cipolato e Luíza Mathion - 1


Obs.:
Os Nomes foram anotados da forma que os pesquisados citaram. Não conheço todos os escritores jundiaienses, dessa forma, não posso afirmar que estes nomes estejam corretos e nem que todos sejam de fato escritores de Jundiaí. Agradeço quem porventura corrigir.
Das 1.270 pessoas, em torno de 100 são meus amigos e conhecidos, e alguns fizeram questão de citar meu nome, que apareceu 86 vezes.

Um breve currículo do escritor mais citado: Douglas Tufano

Nascido em São Paulo - SP, formado em letras e pedagogia pela USP. Foi professor efetivo da rede oficial de ensino de São Paulo e trabalhou também em escolas particulares, tendo lecionado Português, Literatura Brasileira e História da Arte. Atualmente, ministra cursos de capacitação para professores de todo o Brasil, à convite de Secretarias de Educação e instituições particulares de ensino. É autor de vários livros didáticos e paradidáticos, publicados pela editora Moderna:

Jean Baptiste Debret
A História de Jesus Através da Arte
Navegando Pelo Dicionário
Navegando Pela Língua Portuguesa

Números por Bairros

Os números variam muito de um bairro para outro por uma série de motivos, dentre eles: Quantidade de residências fechadas na ocasião da pesquisa (passo apenas uma vez em determinada rua, não há retorno), moradores que não atenderam naquele momento e, principalmente, tamanho do bairro. Alguns são pequenos (como a Vila Mafalda), e outros gigantes, como Vila Progresso e Vila Hortolândia. Tanto que em alguns casos reuni bairros pequenos dentro de maiores e médios. O número de pesquisados na área central foi elevado devido às pessoas que responderam a pesquisa no comércio. Onde não aparece a nota do bairro - entre parênteses - a pesquisa foi feita com o morador no comércio ou estação rodoviária.

CENTRO / VILA BOAVENTURA (7)
Classes: B/C/D
Pessoas ouvidas: 70
Na região central apareceram diversos nomes da literatura nacional e estrangeira, bem como a maior parte dos nomes da literatura jundiaiense.

VILA MUNICIPAL / RAFAEL DE OLIVEIRA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 22
Neste bairro próximo ao centro, os nomes não foram muito diferentes, aparecendo bastante a literatura espírita e tanto os escritores de renome nacional como estrangeiros.

VL. RIO BRANCO / VL. LIBERDADE / JD. LIBERDADE / JD. RIO BRANCO / VL. GALVÃO / JD. FLORESTAL / JD. SOROCABANA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 31
Nomes como Zíbia Gasparetto, Ágatha Christie, Jorge Amado, Guimarães Rosa e outros clássicos foram citados nesta região, além de Rubens Saraceni e Paulo Coelho.

JD. DANÚBIO (6)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 16
Clássicos da Literatura nacional e literatura espírita foram bastante citados.

JD. CARLOS GOMES (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 10
Destacados Machado de Assis, Jorge Amado e Augusto Cury.

VILA RICA (7)
Classes: D
Pessoas ouvidas: 8
Citados os nomes de Rubens Saraceni, Allan Kardec, Ziraldo e Paulo Coelho.

PONTE SÃO JOÃO / VILA JOANA / JD. DA FONTE (6)
Classes: B/C/D
Pessoas ouvidas: 25
Vários nomes da literatura nacional e estrangeira, como Paulo Coelho e Sidney Sheldon. Em algumas ruas foi difícil ouvir moradores no portão devido ao antigo problema do bairro: SEGURANÇA.

VILA SÃO JOÃO BATISTA (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 14

JARDIM ÂNGELA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 27
Foram citados vários nomes nacionais e estrangeiros, igualmente Ponte São João.

VILA APARECIDA / VILA ROSSI (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 14
Destacado o nome de Machado de Assis.

SÃO CAMILO (7)
Classes: D/E
Pessoas ouvidas: 38
Citados vários nomes da literatura nacional, como Paulo Coelho, Drummond, Machado de Assis, Luís Fernando Veríssimo, Jorge Amado e Chico Xavier, além de Ruth Rocha e Maurício de Sousa pelo público infantil.

VILA SANTANA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 8
Destacado o nome de Paulo Coelho.

VILA NAMBI / RUI BARBOSA / BAIRRO DA GRAMA (7)
Classes: D/E
Pessoas ouvidas: 11
Citado o nome Ágatha Christie.
obs: O que chamou a atenção neste bairro foram alguns adolescentes que admitiram não gostar de ler nada.

JARDIM PACAEMBÚ (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 25
Citados de forma equilibrada tanto os nomes da literatura nacional como estrangeira.

JARDIM TAMOIO (8)
Classes: D/E
Pessoas ouvidas: 20
Citados vários nomes, dentre eles Augusto Cury, Machado de Assis, Clarice Lispector, e Ágatha Christie.

CIDADE NOVA I (6)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 16
Citado Paulo Coelho e Sidney Sheldon.

COLÔNIA / JARDIM CARPAS / JARDIM CAÇULA / JARDIM DO LÍRIO / JARDIM ITÁLIA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 25
Destaque para Paulo Coelho, Jorge Amado, Guimarães Rosa, e Stephen King.

CAXAMBÚ / JD VERA CRUZ / ROSEIRA (7)
Classes: B/C/D
Pessoas ouvidas: 15
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

IVOTURUCAIA
Classe: D
Pessoas ouvidas: 03

ANHANGABAÚ (6)
Classes: B/C/D
Pessoas ouvidas: 17
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

BELA VISTA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 12
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

JARDIM PAULISTA / JARDIM DA SERRA / PARQUE DA UVA (6)
Classes: B/C
Pessoas ouvidas: 18
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira e destaque para Literatura Espírita.

VILA ANA / JARDIM ANHANGUERA (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 6
Citado apenas Drummond.

JARDIM BONFIGLIOLI (7)
Classes: B/C/D
Pessoas ouvidas: 24
Neste bairro houve uma grande diversidade de estilos preferidos, da literatura espírita ao faroeste, os clássicos nacionais e estrangeiros, como Sidney Sheldon, Harold Robbins e Deepak Chopra.

JARDIM MESSINA / JARDIM BIZARRO (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 37
Estes foram os bairros onde mais apareceram nomes de escritores jundiaienses, nacionais e estrangeiros.

VIANELO (6)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 24
Vários nomes citados.

VILA PIRAPORA / JARDIM PETRÓPOLIS / VILA DELLA PIAZZA (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 16
Citados Paulo Coelho, Zíbia e Sidney Sheldon.

JARDIM CICA / JARDIM PITANGUEIRAS (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 7
Destaque para literatura espírita.

VILA JUNDIAINÓPOLIS (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 40
Diversos nomes da literatura nacional e estrangeira, sendo que Paulo Coelho foi o mais citado.

VILA RAMI / VILA HELENA (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 50
Igualmente o Jardim Messina, foi um dos bairros que mais citou nomes de escritores.

VILA COMERCIAL (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 15
Citados basicamente nomes da literatura nacional.

BAIRRO BOA VISTA (9)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 18
Citados diversos nomes.

VILA MARINGÁ / JARDIM COPACABANA (6)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 10
Apareceu o nome de Cecília Meirelles e Stephen King.

VILA MAFALDA (9)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 19
Citados vários nomes nacionais e Ágatha Christie.

JARDIM ESPLANADA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 10
Destaque para a literatura espírita.

VILA PROGRESSO (6)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 23
Destaque para literatura espírita.

VILA ARENS / JD. SÃO BENTO / VILA ARGOS (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 10
Apesar de poucas pessoas ouvidas, foram citados os nomes de Paulo Coelho, Jorge Amado, Ágatha Christie, Zíbia e Sílvio de Salvo Venosa.

JARDIM BRASIL (1)
Classe: B
Pessoas ouvidas: 2
Não deu para saber o estilo literário preferido dos moradores devido ao grande número de residências fechadas e o descaso dos moradores com a pesquisa.

JARDIM ANA MARIA (7 - referente a parte baixa do bairro)
Classes: B/C
Pessoas ouvidas: 4

JARDIM CAMPOS ELISEOS (6)
Classes: B/C
Pessoas ouvidas: 6
Destaque para Machado de Assis.

CHÁCARA URBANA / PARQUE DO COLÉGIO (7)
Classe: C
Pessoas ouvidas: 8
Citados alguns nomes nacionais e estrangeiros.

VILA HORTOLÂNDIA / VILA BANDEIRANTE / VILA LACERDA / CIDADE LUÍSA / SANTOS DUMONT / SHANGAI (7)
Classes: C/D/E
Pessoas ouvidas: 16
Citados basicamente nomes da literatura nacional.

VILA MARLENE (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 5

PARQUE DA REPRESA
Classe: C/D
Pessoas ouvidas: 2
Citados Paulo Coelho, Zíbia e Roberto Shinyashiki

TORRES DE SÃO JOSÉ (7)
Classe: C
Pessoas ouvidas: 22
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

JARDIM MORUMBI / JARDIM PARIS / JARDIM PRIMAVERA (6)
Classe: C/D
Pessoas ouvidas: 18
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

VILA DAS HORTÊNCIAS (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 19
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

VILA LATORRE / VILA VIOTTO / VILA GUARANI (6)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas 19
Citados vários nomes da Literatura nacional e estrangeira.

RETIRO / JARDIM PLANALTO / VILA ESPÉRIA / VILA ALVORADA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 15
Citados Paulo Coelho e Paulo Autran

JARDIM AMÉRICA / JARDIM DO TREVO / JARDIM SAMAMBAIA (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 22

QUINTA DAS VIDEIRAS / QUINTA DA BOA VISTA / JAPI
Classes: B/C/D/E
Pessoas ouvidas: 23

RECANTO IV CENTENÁRIO (GRAMADÃO) (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 20

JARDIM GUANABARA (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 21
Destaque para Jorge Amado, Padre Jonas Abib, Sidney Sheldon e Khaled Hosseini.

ELOY CHAVES / JARDIM TANNUS (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 10
Destaque para Machado de Assis e Paulo Coelho.

JARDIM ERMIDA I (4)
Classe: C
Pessoas ouvidas: 5

JARDIM ERMIDA II (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 5

ERMIDA / MEDEIROS
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 2

FAZENDA GRANDE
Classe: D
Pessoas ouvidas: 2
Escritor citado: Paulo Coelho

ALMERINDA CHAVES
Classe: D
Pessoas ouvidas: 6
Citados tanto escritores nacionais como estrangeiros.

RESIDENCIAL JUNDIAÍ
Classe: D
Pessoas ouvidas: 5
Citado somente Silas Malafaia

JARDIM NOVO HORIZONTE (Varjão)
Classes: D/E
Pessoas ouvidas: 7
Citados 2 escritores nacionais e dois jundiaienses (Maria Cristina e Julia Heimmann)

BOM JARDIM
Pessoas ouvidas: 1
Citada Cecília Meirelles

ÁGUA DOCE
Classe: D
Pessoas ouvidas: 2

JARDIM DAS TULIPAS
Classe: D
Pessoas ouvidas: 6
Citado o escritor Roberto Shinyashiki

ENGORDADOURO / JARDIM MIRANTE
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 2
Citado Jorge Amado

MORADA DAS VINHAS (7)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 20
Neste conjunto habitacional apareceram vários nomes da literatura nacional e estrangeira, dentre eles, Dráuzio Varella e Stephen King.

CECAP / JARDIM SÃO VICENTE
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 7

TERRA DA UVA
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 2

PARQUE CENTENÁRIO
Classe: D
Pessoas ouvidas: 8
Citados 4 escritores nacionais.

BAIRRO FERNANDES / CORRUPIRA (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 5
Citado Pedro Bandeira e Stephen King

MATO DENTRO / CHAMPIRRA
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 4
Citado Paulo Coelho.

RIO ACIMA / MONTEREY
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 4
Citado Paulo Coelho e Drummond.

JUNDIAÍ MIRIM / PARQUE SÃO LUÍS
Classe: D
Pessoas ouvidas: 10
Citados Paulo Coelho e Drummond.

JARDIM TARUMÃ
Classe: D
Pessoas ouvidas: 7
Citado Paulo Coelho.

VALE AZUL
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 2

JARDIM SÃO CONRADO
Pessoas ouvidas: 1

JARDIM ITATIAIA
Classes: B/C
Pessoas ouvidas: 1

JARDIM MERCI
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 1
Citado Augusto Cury

RESIDENCIAL ANCHIETA
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 4
Citados 5 escritores nacionais.

PAIOL VELHO
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 1

TERRA NOVA
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 2

JARDIM ESTÁDIO / JARDIM DO LAGO / VILA SÃO SEBASTIÃO (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 62
No Jardim Estádio foram citados mais nomes das Literaturas Nacional, Estrangeira e Jundiaiense que nos outros dois bairros. Também foi citada a literatura espírita.

CIDADE JARDIM I e II (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 22
Citados Érico Veríssimo e Gabriel Garcia Marquez

VILA SÃO PAULO (7)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 18
Citados 5 escritores nacionais.

VILA ESPERANÇA (6)
Classe: D
Pessoas ouvidas: 12
Citado Paulo Coelho.

AGAPEAMA (6)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 12
Citados vários escritores da literatura nacional.

VILA CRISTO REDENTOR (8)
Classes: D
Pessoas ouvidas: 7

SANTA GERTRUDES (8)
Classes: C/D
Pessoas ouvidas: 28
Citados Ziraldo e Monteiro Lobato. Este bairro apresentou grande desconhecimento de nomes da literatura jundiaiense.

TIJUCO PRETO
Classe: D
Pessoas ouvidas: 1


Curiosidades da pesquisa

Fazer contato direto com o povo, sem escolher este ou aquele, é uma experiência e tanto. Não se julga a pessoa ou o bairro pela aparência, nem fulano ou sicrano pela ausência ou excesso de diplomas.
Na pesquisa do IBGE em 91, logo na primeira casa, num bairro próximo à região central de Jundiaí, o casal se negava veementemente a responder as perguntas do questionário, e apesar de assistirem a televisão diariamente, não entenderam o porquê da pesquisa. Muito menos a obrigatoriedade. "E se eu não responder?" - questionava o homem. Foi preciso reforço da supervisora, que frisou que a negativa em responder a pesquisa poderia trazer conseqüências severas ao casal. No mesmo bairro, uma senhora, sabendo que havia passado na casa vizinha, perguntou se eu não poderia contar a ela quanto era o salário da vizinha. Respondi que isso é anti-ético. A mulher insistiu três vezes e desistiu. É doloroso ver a pobreza de caráter em muitas pessoas, claro, todos tem defeitos, mas alguns poderíamos classificar de sérios desvios, doenças da personalidade.
Vejam a que ponto chega a curiosidade de certas pessoas!
A experiência da pesquisa sobre hábito da leitura, mais "light", encontrou resistência nos bairros chamados nobres em Jundiaí. O Jardim Brasil, essencialmente classe B, foi o pior, recebeu a nota 1 em consideração à um único morador que recebeu este escritor no portão, pois o outro respondeu por interfone, atitude que reprovo (a não ser casos excepcionais, como cadeirantes). Excluindo as casas que estavam fechadas na ocasião, todos os demais moradores arrumaram argumentos para não responder, o mais absurdo que ouvi foi "não respondo pesquisa no portão por questão de segurança" (embora ele estivesse no portão). É uma situação questionável. Se o bairro tem segurança particular, significa que ele não confia nessa segurança particular que paga.
Paga para quê? Um cidadão da classe B normalmente apóia o sistema político vigente e tem amigos no executivo e judiciário. Se ele está estressado e insatisfeito com a segurança pública e gasta uma quantia considerável com cerca elétrica, alarmes e câmeras, o que ele está fazendo como cidadão? Prefere cruzar os braços e fingir que está tudo bem para manter a amizade nos altos escalões? Se o problema é segurança, tenho um livro para debater o assunto. Mas não compensa malhar em ferro frio. Onde falta humildade para ao menos saber do que se trata, a melhor resposta é ignorar.
Todos tem direito de ir e vir. Se não há competência do poder público para se aplicar o art. 6º da constituição...... que a elite continue a se aprisionar em seus condomínios de ilusão. Se no Jardim Brasil me deparei com argumentos ridículos e falta de educação em alguns casos, na parte alta do Jardim Ana Maria tive meu direito de ir e vir bloqueado por uma "lei interna", que impede a entrada de qualquer pessoa sem a permissão do morador. Quis ver essa lei no papel, mas ela não estava em poder do segurança (deveria estar, já que o segurança quer fazer valer a tal lei). Tentei entrar em contato com o responsável pela associação dos moradores, mas diante de tanta burocracia e por já ter tido a experiência frustrante em outras associações (desorganizadas) de moradores, resolvi deixar. Ouvi moradores da classe B no comércio, alguns gentis, outros nem tanto. No geral, o atendimento à pesquisa das classes A e B foi ruim, e o melhor nas classes C,D,E, claro, com algumas exceções em todas elas. E o mais curioso: na pesquisa toda, o melhor atendimento, tanto nas residências como na rua, foi da parte dos homens.
A recusa maior foi das mulheres, em todas as classes sociais. O bom atendimento da parte do sexo masculino foi em torno de 80%, enquanto das mulheres 60%. A recusa maior do sexo masculino foi justamente nos bairros de classes A/B. Em relação ao atendimento conforme a religião professada, foi mais curioso o atendimento da parte dos Testemunhas de Jeová, que tem o hábito de bater nas casas, igualmente eu estava fazendo.  O atendimento de alguns foi formidável, caloroso (teve um que até perguntou se eu aceitava um copo d'água).  Sem dúvida, como todos gostariam de ser recebidos pelos moradores.  Mas teve outros que atenderam com descaso e ignorância, da mesma forma que não gostam de ser recebidos quando estão no serviço de campo deles.  Nisso concluímos que nem todos que pertencem a determinada denominação religiosa são iguais.
A parte boa da pesquisa foram as surpresas agradáveis, como descobrir escritores (bati na casa de dois), fazer troca de livros com eles, novas amizades e rever velhos amigos. Mas para os internautas que estão acompanhando o andamento desta pesquisa, as surpresas consistiram em casos isolados de pessoas pesquisadas, como um senhor que tomava conta de carros numa rua da área central da cidade. Sem residência fixa, suas viagens eram os livros. Com frequência ele era visto lendo algum livro, inclusive espírita. Suas respostas preencheram as lacunas de escritores preferidos. Quem imaginaria uma pessoa na condição dele citar nomes como Jorge Amado, Gabriel Garcia Marquez e Morris West? Outro fato interessante foi constatar que o rap/hip-hop já não é um gosto musical exclusivo da periferia. Hoje o ritmo e a letra chegaram nos bairros classes B e C, e fizeram a cabeça de alguns jovens, que citaram na pesquisa  como som preferido. E o funk foi citado por um número considerável de adolescentes e crianças. Na Vila Mafalda, um dos bairros que fui melhor recebido, as crianças chegaram a fazer fila para responder a pesquisa. Foi um sucesso!
Já quase encerrando a pesquisa em Jundiaí, ouvi uma pergunta clássica, que por incrível que pareça, ninguém havia feito até aquele momento: "A pesquisa é para vender livros?" Não, o objetivo da pesquisa é catalogar o hábito da leitura. Se ocorre venda, é uma consequência de minha presença, ou seja, o escritor presente. Várias pessoas sentiram-se honradas e por livre e espontânea vontade quiseram um livro autografado. O fato de levar meus livros junto à pesquisa e apresentá-los no final, é a prova de que sou escritor com livro publicado há mais de 10 anos.
Na Vila Esperança e Recanto IV Centenário essas perguntas me foram feitas porque algum tempo atrás uma editora de livros didáticos usou pesquisa semelhante como estratégia para vender livros. Tais estratégias fazem parte do mundo capitalista, portanto, nada ilegal. A sacanagem de tais editoras é que o público que respondeu a pesquisa jamais teve acesso ao resultado dela, ao contrário de meu trabalho, onde me coloco em contato permanente com os interessados, inclusive leitores. Em suma, esta pesquisa é pública, do povo para o povo (sem qualquer orgão público ou privado financiando), idônea e imparcial. E o custo? Se partiu de minha iniciativa, ela é bancada com meus recursos, que no fim, com a venda espontânea que automaticamente ocorre, tenho gasto zero.
Em Jundiaí, ponto inicial e principal do trabalho, apenas um livro vendido num bairro já cobre o gasto com material e condução. Em média, vendi de 1 a 3 livros em cada bairro que estive. Já em outras cidades, conforme a distância, o desempenho da pesquisa dependerá de uma meta de vendas a ser atingida. Então, diferente de Jundiaí, nos demais municípios a pesquisa depende das vendas; sou escritor, pesquisador e vendedor.

CONCLUSÃO DA EXPERIÊNCIA DA PESQUISA NA CIDADE DE JUNDIAÍ

- É uma cidade que lê bastante, nesta sequência:
1) Jornais
2) Revistas/Bíblia
3) Romance
4) Poesia
5) Literatura espírita

- Escritores de renome nacional mais lidos:
Paulo Coelho e Jorge Amado

- Escritores da região mais conhecidos do povo:
Douglas Tufano e Elvio Santiago

- Bairros que mais leem e possuem conhecimento literário:
Jardim Messina, Bonfiglioli, Jundiainópolis, Vila Rami, Bela Vista, Vila Progresso, Ponte São João e região central. obs: Estes bairros possuem um grande número de pessoas idosas, cujo obstáculo para leitura diária é o problema de vista.

- Bairros que foram mais receptivos à pesquisa:
Vila Mafalda, Bairro Boa Vista, Vila Rami, Jardim do Lago e São Camilo.

- Bairros menos receptivos:
Jardim Brasil, Jardim Ana Maria e Jardim Ermida I

- Jundiaí possui muitos moradores novos, vindos principalmente  da capital, região metropolitana, interior paulista, Minas Gerais e Nordeste. 100% de quem está aqui há menos de 2 anos desconhece nomes da literatura local.

- Principais problemas encontrados durante a pesquisa:
1) Segurança pública - Embora em alguns bairros o atendimento tenha quase atingido a maior nota, na maioria deles houve pelo menos uma pessoa com receio de responder no portão. No Jardim da Fonte, durante a pesquisa sobre segurança, conversei com uma família que havia acabado de passar pela experiência de um sequestro relâmpago. Infelizmente a sociedade caminha na contra-mão da solução deste problema. O encarceramento condominial é ilusão, porque uma hora você terá que sair dele para trabalhar, estudar ou viajar. Ninguém está 24 horas por dia livre da violência. A solução está em inovações na área educacional e profundas  mudanças políticas. É o assunto de um de meus livros que sempre levo junto durante a pesquisa. Para 2009 há projeto para produzir uma apostila especial sobre política, educação e sociedade. É preciso debater o assunto e criar grupos de estudo em cada bairro, em todas as cidades.
2) Baixo índice de leitura entre jovens e adolescentes - entre os 14 e 20 anos de idade, o jovem relaxa nos estudos e no hábito de ler. É preciso preparar os professores para lidar com essa faixa etária, e haver interesse do poder publico em apoiar projetos culturais destinados sobretudo aos jovens da periferia. E as classes média e alta se unirem para debater soluções práticas para a questão das drogas, já que são justamente os filhos da elite os maiores consumidores da maconha, cocaína e drogas sintéticas.
3) O jundiaiense conhece pouco seus escritores.
Dentre as 1270 pessoas ouvidas, 213 citaram nomes de escritores da cidade. Um número extremamente baixo. Para reverter isso, uma das propostas seria que as escolas se aproximassem dos escritores e abrissem suas portas a todos eles, acadêmicos ou não, apoiando e criando conjuntamente trabalhos culturais e pedagógicos. Infelizmente, em algumas escolas parece não haver interesse nessa parceria, já que apresentam problemas internos "crônicos". Como pude constatar, existem escolas em que mal funciona a biblioteca.

CONSTATAÇÃO POSITIVA DURANTE A PESQUISA

As crianças estão bem servidas de incentivo literário, tanto da parte dos pais como das escolas. A maioria absoluta afirmou gostar de ler e conhece nomes. Como citei anteriormente, o problema começa na adolescência. O processo educativo, tanto da parte das famílias, como do poder público através de suas instituições de ensino, parece se perder nessa fase.

 

A pesquisa sobre hábito da leitura prossegue, e as próximas cidades com o resultado são: Várzea Paulista e Louveira.  Aguardem a conclusão.

 

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