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Pesquisa

Pesquisa sobre hÁbito de leitura

UMA PESQUISA INÉDITA, FEITA PELA PRIMEIRA VEZ POR UM ESCRITOR NO CORPO A CORPO COM O PÚBLICO LEITOR.

 

CONHEÇA E ACOMPANHE O ANDAMENTO DA PESQUISA. UMA RICA FONTE DE INFORMAÇÕES SOBRE O PERFIL DO LEITOR BRASILEIRO, ASSOCIANDO O GOSTO LITERÁRIO À REALIDADE SOCIAL E HÁBITOS CULTURAIS.

Pesquisador exclusivo: George – Escritor Piloto

Público alvo: todos, a partir dos seis anos de idade, sem limite de idade; pessoas de todas as classes sociais e de todos os lugares.

Início: Final do ano de 2007

Fim: Sem prazo para término

Objetivo: Traçar o perfil literário do leitor de acordo com sua realidade social e cultural. Utilizar os dados para delinear os trabalhos do próprio escritor e disponibilizá-los para demais escritores, professores, alunos e pesquisadores em geral.

Algumas das principais perguntas do questionário: local que mora, procedência, faixa etária, sexo, escolaridade, profissão, hábito de ler, tipo de leitura, forma que adquire livros, escritores preferidos, escritores regionais que conhece, associação do gosto literário ao gosto musical, etc.


Resumo da iniciativa da pesquisa

Em 2007 iniciei uma pequena pesquisa sobre segurança pública devido ao lançamento de meu manual de segurança pública e cidadania. Com o bom resultado do corpo a corpo, decidi lançar a pesquisa sobre hábito da leitura para comprovar in loco o que o povo gosta de ler, conforme sua condição social. Seria uma experiência e tanto estar no cotidiano dos bairros da cidade, conversando sobre um assunto que não desagrada ninguém.


Alguns critÉrios e objetivos a serem atingidos:
  1. Não me identificar como escritor no início da pesquisa, exceto se a pessoa insistir.
  2. Somente eu realizo a pesquisa, sem ajuda de terceiros.
  3. Três formas de realizar a pesquisa: nas residências (forma que mais trabalho, pois constato a realidade social do bairro), no comércio onde trabalho (instruo a pessoa a responder o questionário) e nos locais públicos, de forma aleatória (praças, parques, estações rodoviárias, etc.)
  4. O início da pesquisa em Jundiaí teve a meta de atingir 1% da população, dos quatro cantos da cidade. A pesquisa passou uma única vez por determinadas ruas de determinados bairros. Não há retorno, se um morador não responde naquele momento, fica sem responder. A pesquisa é feita no corpo a corpo, não aceito respostas por interfone, somente em casos excepcionais, como de cadeirantes.
  5. A média de respostas por bairro em Jundiaí ficou entre 10 e 30, variando conforme o tamanho do bairro e a acessibilidade. Bairros onde tive melhor acessibilidade, como Jardim do Lago, Vila Rami e Jundiainópolis, pude avaliar 40, 50 até 60 moradores. Pelo fato de morar e trabalhar no centro, o recorde foi na área central, 70 moradores responderam a pesquisa.
  6. A pesquisa em Jundiaí superou o objetivo, foram ouvidas 1270 pessoas em um ano.
  7. Os dias e horários não seguem um padrão, dependem de minha disponibilidade. Por questão de segurança, meus roteiros não são divulgados antecipadamente. O fator surpresa também dá transparência à pesquisa.
  8. A pesquisa não tem objetivo de vender livros, mas se o pesquisado se interessa em adquirir livros na ocasião, a venda é realizada. A propaganda é feita após a conclusão da pesquisa porque são as vendas espontâneas que dão continuidade à pesquisa, que não possui patrocinadores ou grupos econômicos por trás.
  9. Experiência anterior como pesquisador: IBGE no ano de 1991.

Outras cidades que tiveram a pesquisa concluída: Várzea Paulista, Louveira e Itupeva (amostragens, de 100 a 300 pessoas em cada uma delas). Clique no nome das cidades no alto da página para ver o resultado. Cidades que não abrirem, é porque a pesquisa está em andamento.

Importante: o bom resultado desse trabalho me levou a aperfeiçoar a pesquisa durante seu andamento. No início, com apenas sete perguntas, agora o questionário possui quinze, e é traçado tanto o perfil literário como social do pesquisado.
O material catalogado está disponível em pastas aos interessados. Após a conclusão nas cidades da região de Jundiaí, a pesquisa será registrada.

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE A PESQUISA

Conforme a pesquisa avança (afinal são mais de 3000 pessoas ouvidas por apenas uma pessoa), aumenta a curiosidade sobre esta experiência inusitada. Por isso resolvi colocar neste espaço as perguntas mais frequentes que tenho recebido, que podem ser também dúvidas de muita gente que não teve oportunidade ou coragem de perguntar.

  1. 1- Você não tem medo de ir a lugares desconhecidos, abordar pessoas desconhecidas?
    Não, pois o medo é algo que impede o ser humano de alcançar objetivos. O que eu uso é cautela. Aprendi a entrar e sair de lugares desconhecidos e comprovadamente perigosos, bem como dialogar com “gregos e troianos”.

  2. 2- Por que existem números tão discrepantes de pessoas ouvidas entre um bairro e outro? (exemplo uma ou duas pessoas ouvidas num bairro e vinte, trinta em outro)
    O motivo é o atendimento. Pelo TEMPO que a pesquisa demanda, eu faço um itinerário único, não costumo voltar numa casa onde não houve atendimento ou pediram para voltar depois (raras vezes isso ocorreu). Assim, se numa determinada rua ou bairro mais da metade das casas estava fechada quando passei, eu não volto num outro dia. Eu encerro após ouvir nas casas onde fui atendido, por menor que seja esse número. Procuro sempre fazer a pesquisa em horários que não sejam incômodos (horário de almoço por exemplo) e aos sábados, já que aos domingos muitas pessoas querem descansar (e logicamente não querem incômodos) ou saem para passeio ou visitas. Eventualmente realizo a pesquisa durante a semana, e neste caso é mais comum encontrar residências fechadas. Outro fator é a acessibilidade ao bairro e dentro do bairro. Existem condomínios onde a burocracia emperra a pesquisa, e muitos moradores de bairros fechados responderam a pesquisa fora do bairro, em abordagens na rua, no comércio ou estações rodoviárias. Por isso apareceram números isolados de tais bairros.

  3. 3- Por que não faz a mesma pesquisa pela internet?
    O valor maior da pesquisa é o contato corpo a corpo, que proporciona observar se a pessoa está sendo sincera ou não nas respostas, e o fator surpresa revela o conhecimento real do pesquisado. Pela internet a pessoa pode pesquisar muitas das perguntas do questionário, como nomes de autores, o conhecimento geográfico, etc. Para mim é de extrema importância também estar presente nas cidades e bairros para constatar, sentir a realidade local. Por isso uma pesquisa pelo meio virtual é totalmente inviável para meu trabalho, o meu objetivo.

  4. 4 - Por que existem perguntas que estão fora do contexto literatura?
    Todas as questões foram pensadas para associar ao hábito da leitura, por mais que pareça “não ter nada a ver”. A questão musical por exemplo, que está no questionário desde o início, já revelou associações interessantes com o hábito da leitura; quem gosta de funk e pagode, gosta de determinado tipo de leitura, diferente daqueles que gostam de músicas clássicas. As perguntas sobre autismo e conhecimento geográfico, revelam se a pessoa costuma se informar, ler com frequência e pesquisar assuntos diversos. O mesmo ocorre com o hábito de separar o lixo para reciclagem. Se a pessoa está bem informada sobre meio ambiente e a associação ambiental com a saúde, é sinal de que ela lê, ou busca conhecimento. A teledramaturgia está intimamente relacionada a literatura, pois muitas novelas e filmes são produzidos a partir de uma obra escrita e publicada. Somente a pergunta sobre time de futebol é mais para descontrair, e atiçar a curiosidade questionando “será que tem a ver; a preferência por este ou aquele time, ou não gostar de futebol influencia no hábito de ler?”

  5. 5 - Como é o critério para escolha dos bairros e cidades?
    Procuro concluir nas regiões próximas de onde moro, conforme a disponibilidade de horário e custo da viagem. Mas também aproveito para realizar a pesquisa em ocasiões de viagens a trabalho, conforme o tempo permite. Um exemplo foi Iperó. Na verdade não se trata exatamente de escolha, pois não vejo obstáculos para a pesquisa, minha meta é pesquisar todos os lugares independente de aspectos sociais. Já ouvi pessoas de todas as profissões e também moradores de rua. Mas diante da cautela, se decidir evitar lugares de alto risco, assim faço. Afinal não sou obrigado a fazer a pesquisa, ela é de minha livre e espontânea vontade.

  6. 6 - Muitas pessoas se recusam a responder?
    Não, pois é um assunto agradável. Por outro lado a maior parcela que dispensa responder o faz por não dar valor ao aspecto educacional e cultural da leitura e da própria pesquisa. Por incrível que pareça existe muita gente que não dá importância quando se depara com o que é relacionado a livros, leitura. E isso pode ser notado em várias respostas no questionário. Em todas as cidades ouvi pessoas que afirmaram categoricamente não gostar de livros e nem de ler.

  7. 7 - Se você já abordou mais de 3000 pessoas, houve algum caso atípico, de risco ou desagradável?
    Bem poucos. O mais sério foi em Várzea Paulista onde um rapaz que havia acabado de cheirar uma carreirinha de cocaína impediu a mãe dele de responder a pesquisa. O restante deu para levar na esportiva, até mesmo numa “biqueira”, que apesar do risco, a pesquisa deu certo.

  8. 8 - Sua pesquisa pode ser muito útil às prefeituras e escolas, por que não divulga mais?
    A divulgação existe, apenas não faço muito barulho porque pretendo expandir a divulgação após a publicação do novo livro. Como sou escritor, as pessoas querem conhecer as minhas publicações, e meu primeiro livro está encerrado desde 2005.

  9. 9 - Em todos esses anos de pesquisa, qual a sua avaliação sobre o hábito de leitura? Alguma surpresa?
    Sim, algumas surpresas e também a confirmação de várias situações que eu já deduzia. Por exemplo o baixo interesse em leitura na faixa etária que vai dos 14 aos 18 anos, principalmente nos jovens moradores da periferia. A realidade destes é a fase de “baladas”, quando os estudos ficam para segundo plano, a prioridade é dinheiro na mão para curtição, namoro. Mas ao mesmo tempo em que ocorre esse “vácuo”, hoje os cidadãos de menor poder aquisitivo estão lendo mais que em décadas passadas. Talvez a maior surpresa seja a constatação de que a poesia clássica está cada vez mais em baixa. A nova geração prefere os romances baseados na vida real ou as rimas em letras de música.

  10. 10 - Qual o objetivo da pesquisa?
    Por ser escritor, vi a necessidade de constatar in loco a realidade, o que as pessoas, conforme suas condições econômicas e culturais buscam no momento. Como meu foco literário é a sociedade dentro de suas diversidades, adversidades e conflitos, a pesquisa me fornece duas preciosidades: o resultado do hábito de leitura dentro do contexto cultural e a realidade social. E a confiabilidade é 100%, já que somente eu realizo a pesquisa.

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