Boa tarde!

OS SINAIS QUE VEM DA NATUREZA

O ABUSO DE MENSAGENS NOS ÔNIBUS


     Com a falta de uma regulamentação para a utilização dos letreiros eletrônicos dos ônibus, vemos um festival de mensagens que prejudica o objetivo do letreiro, que é informar a linha ao usuário. A programação, que permite alternar destinos com mensagens do tipo “bom dia”, “boa viagem”, horário e outras coisas, está ao bel prazer de cada empresa, já que prefeituras – que fiscalizam os urbanos – e órgãos estaduais e federais – que fiscalizam os rodoviários, fazem vista grossa. Na verdade, a tecnologia chega e não se faz uma legislação para colocar ordem na casa, e os órgãos públicos só agem quando existe uma legislação. Quem, no entanto, se importaria em estudar as necessidades do passageiro e criar as legislações? Deficientes físicos sempre existiram, e só agora, em pleno século XXI, começam a ter seus direitos respeitados no transporte público. Ainda assim, de forma muito precária. Conforme matéria veiculada na televisão neste mês de junho, a usuária da estação rodoviária de Sorocaba não sabia da existência de um equipamento especial e adequado para ela embarcar no ônibus. Se não existe uma lei que obrigue a informação desta ou daquela forma, tudo fica na boa vontade dos meros funcionários.
     No caso de ônibus urbano e suburbano, os veículos quando estão em avenidas ou rodovias de trânsito rápido, não podem alternar mais que dois nomes no letreiro, pois o passageiro não possui tempo suficiente para ler. Isso se o passageiro não tiver problema de vista ou for analfabeto / semianalfabeto. Se a padronização de pintura (que é assunto para outro artigo) já atrapalha, imaginem com a alternância de nomes no letreiro.
     Mensagens que nada tem a ver com a linha deveriam ser programadas somente enquanto o ônibus está parado no terminal. Com o veículo em movimento, mensagens atrapalham, e o passageiro pode perder o ônibus, ou dar sinal para o ônibus errado. Mas todos sabem como é vida de motorista e cobrador; para eles, quanto menos tiverem que se preocupar com esses detalhes, melhor.
Numa época em que tanto se discute melhorias nos sistemas de ônibus, é no mínimo curioso que nenhum “engenheiro” ou “secretário” tenha verificado essa situação. Recentemente, vi no letreiro de um ônibus interestadual a alternância da linha com horário e a propaganda de “10 vezes sem juros”. Se o descontrole continuar, não duvido que alguma hora, em alguma cidade, os letreiros virem propaganda política, tipo “frota nova” “administração PT” ou “administração PSDB”. Se em algumas pinturas padrões de frotas urbanas as cores “coincidem” com a cor partidária da prefeitura, isso não é impossível de virar realidade.

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